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Porque palavras não se falam... se Vomitam

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Morte e vida pessimista.

Às vezes eu sinto como se vivesse numa percepção de tempo diferente das outras pessoas. Parece que tudo que eu faço é sempre tarde demais. Um beijo tarde demais, um olhar tarde demais, uma palavra tarde demais. Daquelas que alguém te diria que em outro momento faria toda a diferença. 
Será que existe alguém tão errado quanto eu, que erre acertando junto comigo?
Ela tinha pele clara, olhos azuis e cabelo loiro. Seu olhar me atraia e mesmo minha timidez não conseguia me evitar olhá-la. Que segredos guardavam aqueles olhos?
Pode ser delírio, eu não sei, mas às vezes parecia que ela se perguntava o mesmo sobre mim. 
Meu olhar desvia, como sempre desvia dos olhares das outras pessoas... Nunca me senti confortável com essa sensação de que alguém está me lendo e me traduzindo, tentando descobrir os meus segredos. Eu tenho uma certa vergonha daquilo que sou lá no fundo. Uma pessoa triste e solitária em sua essência apesar do constante sorriso que ostenta. Porém, posso dizer que não sou solitário de amigos, os quais escolhi muito bem. Sempre confiei em meus amigos mais do que confio em mim mesmo.
Assim como qualquer pessoa que reserve um tempo para pensar em sua própria existência, sou solitário e carente de afeição e desse sentimento que alguns podem chamar de "amor". Um fracassado que usa do seu fracasso pra escrever textos, mesmo antes que esses tais fracassos aconteçam... Se é que aconteceriam. Pode-se dizer que sou um pessimista nato, daqueles que nunca acreditam em si mesmos e nos outros. Daqueles de mente doentia, que mesmo depois de grandes demonstrações de afeto ainda duvidam. Daqueles que vai viver sempre atrás de interrogações intermináveis...
Vou sentir saudades daqueles cabelos loiros os quais nunca toquei, aqueles sorrisos que nunca foram pra mim e aquelas lembranças que nunca existiram. O platônico tem seu charme, suas vantagens. A gente nunca se ama, nunca se odeia, nunca se sente. Nunca teremos brigas e defeitos, seremos um casal perfeito e inexistente. Ela nunca saberá dos meus sentimentos e eu nunca saberei dos sentimentos dela. 
A ignorância é uma dádiva a qual eu aprecio.

2 comentários:

  1. Quem corre riscos pode ter grandes experiências...

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    1. Grandes experiências... Boas ou Ruins né. haha -Ricardo

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