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Porque palavras não se falam... se Vomitam

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cloud Atlas - A Viagem



Há muito não venho lhes falar de filmes, livros e pedaços de cultura por aqui, mas ontem fui ver um filme novo que finalmente me agradou ao ponto de fazê-lo, dentre os milhões de filmes que surgem o tempo todo. A obra cujo lamentável nome na nossa língua mãe é “A viagem”, realmente lamentável, partindo do princípio que a única viagem era o maldito drogado que resolveu traduzir assim algo chamado originalmente de “Cloud Atlas”.

Mas deixando de lado as já famosas traduções acéfalas dos nossos amigos brasileiros, tenho que falar a satisfação que o filme me passou por se mostrar tão alternativo e diferente, e mesmo assim contar com a visibilidade do cinema e nomes como Tom Hanks e Halle Berry em seu elenco. Percebi após ver o filme que várias críticas foram desfavoráveis ,o que na minha percepção se deve ao fato de que nem os críticos conseguem entender direito o que os filmes querem dizer com tanto filme superficial lançado todo ano.

Enfim, o filme mostra basicamente vários contos ao mesmo tempo, porém em ordens cronológicas distintas. São algumas histórias de uma mesma “pessoa” ou se preferirem, “espírito” que ultrapassa a história da própria humanidade em diversos momentos. Esse ser interage com o seu meio da mesma forma em todos os momentos, e tem como principal característica existência a busca por algum tipo de liberdade.

Essa distribuição do personagem (por vezes homes, por vezes mulher) por entre o tempo começa no século XIX, passando pelos dias atuais, por um futuro de cerca de cem anos até chegar a um futuro tão distante que os anos já não são mais contados como hoje. Em todas as histórias o personagem luta por algum tipo de liberdade diferente, que condiz com a época em que esta vivendo.

Pontuando finalmente para evitar Spoilers, digo que é um filme interessantíssimo, para pessoas que não se incomodam com filmes demorados, histórias complexas e que estão a fim de entender a magia por trás de todos os contos. A eterna luta por uma liberdade utópica.

Pra mim, foi uma grata surpresa, e recomendo... Apenas se você for assistir sem preconceitos e jurar não sair do cinema dizendo que gostou só para parecer cult


PS. Não façam como as pessoas do cinema onde fui, fiquem para ver o fim dos créditos que vocês vão se fascinar com a capacidade dos atores e da direção de arte do filme.

Um comentário:

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