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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Utilidade Pública: Falácias #3

 Chegamos ao final desta pequena "série". Espero que tenham aproveitado as dicas... não se esqueçam de usá-las.

21. Apelo à natureza
Você argumenta que só porque algo é “natural”, aquilo é válido, justificado, inevitável ou ideal.
Só porque algo é natural, não significa que é bom. Assassinato, por exemplo, é bem natural, e mesmo assim a maioria de nós concorda que não é lá uma coisa muito legal de você sair fazendo por aí. A sua “naturalidade” não constitui nenhum tipo de justificativa.

Exemplo: O curandeiro chegou ao vilarejo com a sua carroça cheia de remédios completamente naturais, incluindo garrafas de água pura muito especial. Ele disse que é natural as pessoas terem cuidado e desconfiarem de remédios “artificiais”, como antibióticos.


22. Anedótica
Você usa uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.
Geralmente é bem mais fácil para as pessoas simplesmente acreditarem no testemunho de alguém do que entender dados complexos e variações dentro de um continuum.
Medidas quantitativas científicas são quase sempre mais precisas do que percepções e experiências pessoais, mas a nossa inclinação é acreditar naquilo que nos é tangível, e/ou na palavra de alguém em quem confiamos, em vez de em uma realidade estatística mais “abstrata”.

Exemplo: José disse que o seu avô fumava, tipo, 30 cigarros por dia e viveu até os 97 anos — então não acredite nessas meta análises que você lê sobre estudos metodicamente corretos provando relações causais entre cigarros e expectativa de vida.

23. O atirador do Texas
Você escolhe muito bem um padrão ou grupo específico de dados que sirva para provar o seu argumento sem ser representativo do todo.
Esta falácia de “falsa causa” ganha seu nome partindo do exemplo de um atirador disparando aleatoriamente contra a parede de um galpão, e, na sequência, pintando um alvo ao redor da área com o maior número de buracos, fazendo parecer que ele tem ótima pontaria.
Grupos específicos de dados como esse aparecem naturalmente, e de maneira imprevisível, mas não necessariamente indicam que há uma relação causal.

Exemplo: Os fabricantes da bebida Coca-Cola apontam pesquisas que mostram que, dos cinco países onde a Coca-Cola é mais vendida, três estão na lista dos dez países mais saudáveis do mundo, logo, Coca-Cola é saudável.


24. Meio-termo
Você declara que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.
Em muitos casos, a verdade realmente se encontra entre dois pontos extremos, mas isso pode enviesar nosso pensamento: às vezes uma coisa simplesmente não é verdadeira, e um meio termo dela também não é verdadeiro. O meio do caminho entre uma verdade e uma mentira continua sendo uma mentira.

Exemplo: Mariana disse que a vacinação causou autismo em algumas crianças, mas o seu estudado amigo Calebe disse que essa afirmação já foi derrubada como falsa, com provas. Uma amiga em comum, a Alice, ofereceu um meio-termo: talvez as vacinas causem autismo em apenas algumas crianças.


25. Apelo ao ridículo
Este é simples e nem precisa de explicação. Apelo ao ridículo é quando você ridiculariza um argumento como forma de tentar derrubá-lo.
 
Exemplo: Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila

 
26. Apelo à força
Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
 
Exemplo: Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu salário.


27.  Apelo à riqueza
Essa falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.

Exemplo: O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz que é bom, há de ser.


28. Argumentum ad lapidem
Desqualificar uma afirmação, tomando-a como absurda, mas sem provas.

Exemplo: João, ministro da educação, é acusado de corrupção e defende-se dizendo: ‘Esta acusação é um disparate’.

Baseado em quê?

 
29. Repetição nauseante
É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que, quanto mais se diz algo, mais correto está.

Exemplo: Se Joãozinho diz tanto que sua ex-namorada é uma mentirosa, então ela é.


30. Causa diminuta:
Apontar uma causa irrelevante.

Exemplo: Vocês discutem quem tem direito ao título de “doutor”, enquanto tem gente passando fome.


Bônus: Teoria irrefutável:
Informar um argumento com uma hipótese que não pode ser testada.

Exemplo 1: Ganhei na loteria porque estava escrito no livro do destino.

Exemplo 2: Tal teoria científica não pode estar errada porque já foi comprovada, logo, não pode ser mais testada.


adaptado de:
http://ahduvido.com.br/
http://papodehomem.com.br/

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