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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Utilidade Pública: Falácias #3

 Chegamos ao final desta pequena "série". Espero que tenham aproveitado as dicas... não se esqueçam de usá-las.

21. Apelo à natureza
Você argumenta que só porque algo é “natural”, aquilo é válido, justificado, inevitável ou ideal.
Só porque algo é natural, não significa que é bom. Assassinato, por exemplo, é bem natural, e mesmo assim a maioria de nós concorda que não é lá uma coisa muito legal de você sair fazendo por aí. A sua “naturalidade” não constitui nenhum tipo de justificativa.

Exemplo: O curandeiro chegou ao vilarejo com a sua carroça cheia de remédios completamente naturais, incluindo garrafas de água pura muito especial. Ele disse que é natural as pessoas terem cuidado e desconfiarem de remédios “artificiais”, como antibióticos.


22. Anedótica
Você usa uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.
Geralmente é bem mais fácil para as pessoas simplesmente acreditarem no testemunho de alguém do que entender dados complexos e variações dentro de um continuum.
Medidas quantitativas científicas são quase sempre mais precisas do que percepções e experiências pessoais, mas a nossa inclinação é acreditar naquilo que nos é tangível, e/ou na palavra de alguém em quem confiamos, em vez de em uma realidade estatística mais “abstrata”.

Exemplo: José disse que o seu avô fumava, tipo, 30 cigarros por dia e viveu até os 97 anos — então não acredite nessas meta análises que você lê sobre estudos metodicamente corretos provando relações causais entre cigarros e expectativa de vida.

23. O atirador do Texas
Você escolhe muito bem um padrão ou grupo específico de dados que sirva para provar o seu argumento sem ser representativo do todo.
Esta falácia de “falsa causa” ganha seu nome partindo do exemplo de um atirador disparando aleatoriamente contra a parede de um galpão, e, na sequência, pintando um alvo ao redor da área com o maior número de buracos, fazendo parecer que ele tem ótima pontaria.
Grupos específicos de dados como esse aparecem naturalmente, e de maneira imprevisível, mas não necessariamente indicam que há uma relação causal.

Exemplo: Os fabricantes da bebida Coca-Cola apontam pesquisas que mostram que, dos cinco países onde a Coca-Cola é mais vendida, três estão na lista dos dez países mais saudáveis do mundo, logo, Coca-Cola é saudável.


24. Meio-termo
Você declara que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.
Em muitos casos, a verdade realmente se encontra entre dois pontos extremos, mas isso pode enviesar nosso pensamento: às vezes uma coisa simplesmente não é verdadeira, e um meio termo dela também não é verdadeiro. O meio do caminho entre uma verdade e uma mentira continua sendo uma mentira.

Exemplo: Mariana disse que a vacinação causou autismo em algumas crianças, mas o seu estudado amigo Calebe disse que essa afirmação já foi derrubada como falsa, com provas. Uma amiga em comum, a Alice, ofereceu um meio-termo: talvez as vacinas causem autismo em apenas algumas crianças.


25. Apelo ao ridículo
Este é simples e nem precisa de explicação. Apelo ao ridículo é quando você ridiculariza um argumento como forma de tentar derrubá-lo.
 
Exemplo: Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila

 
26. Apelo à força
Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
 
Exemplo: Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu salário.


27.  Apelo à riqueza
Essa falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.

Exemplo: O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz que é bom, há de ser.


28. Argumentum ad lapidem
Desqualificar uma afirmação, tomando-a como absurda, mas sem provas.

Exemplo: João, ministro da educação, é acusado de corrupção e defende-se dizendo: ‘Esta acusação é um disparate’.

Baseado em quê?

 
29. Repetição nauseante
É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que, quanto mais se diz algo, mais correto está.

Exemplo: Se Joãozinho diz tanto que sua ex-namorada é uma mentirosa, então ela é.


30. Causa diminuta:
Apontar uma causa irrelevante.

Exemplo: Vocês discutem quem tem direito ao título de “doutor”, enquanto tem gente passando fome.


Bônus: Teoria irrefutável:
Informar um argumento com uma hipótese que não pode ser testada.

Exemplo 1: Ganhei na loteria porque estava escrito no livro do destino.

Exemplo 2: Tal teoria científica não pode estar errada porque já foi comprovada, logo, não pode ser mais testada.


adaptado de:
http://ahduvido.com.br/
http://papodehomem.com.br/

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Utilidade Pública: Falácias #2


Se você ainda não viu a primeira parte, clique aqui e fique por dentro do assunto.
Sem mais delongas...
 
11. Ônus da prova 
Você espera que outra pessoa prove que você está errado, em vez de você mesmo provar que está certo. 
O ônus (obrigação) da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação. A impossibilidade, ou falta de intenção, de provar errada uma afirmação não a torna válida, nem dá a ela nenhuma credibilidade.
No entanto, é importante estabelecer que nunca podemos ter certeza de qualquer coisa, portanto devemos valorizar cada afirmação de acordo com as provas disponíveis. Tirar a importância de um argumento só porque ele apresenta um fato que não foi provado sem sombra de dúvidas também é um argumento falacioso.

Exemplo: Beltrano declara que uma chaleira está, nesse exato momento, orbitando o Sol entre a Terra e Marte e que, como ninguém pode provar que ele está errado, a sua afirmação é verdadeira.


12. Ambiguidade
Você usa duplo sentido ou linguagem ambígua para apresenta a sua verdade de modo enganoso.
Políticos frequentemente são culpados de usar ambiguidade em seus discursos, para depois, se forem questionados, poderem dizer que não estavam tecnicamente mentindo. Isso é qualificado como uma falácia, pois é intrinsecamente enganoso.

Exemplo: Em um julgamento, o advogado concorda que o crime foi desumano. Logo, tenta convencer o júri de que o seu cliente não é humano por ter cometido tal crime, e não deve ser julgado como um humano normal.


13. Falácia do apostador
Você diz que "sequências" acontecem em fenômenos estatisticamente independentes, como rolagem de dados ou números que caem em uma roleta.
Esta falácia de aceitação comum é provavelmente o motivo da criação da grande e luminosa cidade no meio de um deserto americano chamada Las Vegas.
Apesar da probabilidade geral de uma grande sequência do resultado desejado ser realmente baixa, cada lance do dado é, em si mesmo, inteiramente independente do anterior. Apesar de haver uma chance baixíssima de um cara-ou-coroa dar cara 20 vezes seguidas, a chance de dar cara em cada uma das vezes é e sempre será de 50%, independente de todos os lances anteriores ou futuros.

Exemplo: Uma roleta deu número vermelho seis vezes em sequência, então Gregório teve quase certeza que o próximo número seria preto.


14. Ad populum
Você apela para a popularidade de um fato, no sentido de que muitas pessoas fazem/concordam com aquilo, como uma tentativa de validação dele.
A falha nesse argumento é que a popularidade de uma idéia não tem absolutamente nenhuma relação com a sua validade. Se houvesse, a Terra teria se feito plana por muitos séculos, pelo simples fato de que todos acreditavam que ela era assim.

Exemplo: Luciano afirma que a religião católica é a única certa e verdadeira, já que a maioria das pessoas são católicas.


15. Apelo à autoridade
Você usa a sua posição como figura ou instituição de autoridade no lugar de um argumento válido. (A popular "carteirada").
É importante mencionar que, no que diz respeito a esta falácia, as autoridades de cada campo podem muito bem ter argumentos válidos, e que não se deve desconsiderar a experiência e expertise do outro.
Para formar um argumento, no entanto, deve-se defender seus próprios méritos, ou seja, deve-se saber por que a pessoa em posição de autoridade tem aquela posição. No entanto, é claro, é perfeitamente possível que a opinião de uma pessoa ou instituição de autoridade esteja errada; assim sendo, a autoridade de que tal pessoa ou instituição goza não tem nenhuma relação intrínseca com a veracidade e validade das suas colocações.

Exemplo: Um professor de matemática se vê questionado de maneira insistente por um aluno especialmente chato. Lá pelas tantas, irritado após cometer um deslize em sua fala, o professor argumenta que tem mestrado pós-doutorado e isso é mais do que suficiente para o aluno confiar nele.


16. Composição/Divisão
Você implica que uma parte de algo deve ser aplicada a todas, ou outras partes daquilo.
Muitas vezes, quando algo é verdadeiro em parte, isso também se aplica ao todo, mas é crucial saber se existe evidência de que este é mesmo o caso.
Já que observamos consistência nas coisas, o nosso pensamento pode se tornar enviesado de modo que presumimos consistência e padrões onde eles não existem.

Exemplo: Daniel era uma criança precoce com uma predileção por pensamento lógico. Ele sabia que átomos são invisíveis, então logo concluiu que ele, por ser feito de átomos, também era invisível.


17. Nenhum escocês de verdade…
Você faz o que pode ser chamado de apelo à pureza como forma de rejeitar criticas relevantes ou falhas no seu argumento. 
Nesta forma de argumentação falha, a crença de alguém é tornada infalsificável porque, independente de quão convincente seja a evidência apresentada, a pessoa simplesmente move a situação de modo que a evidência supostamente não se aplique a um suposto “verdadeiro” exemplo. Esse tipo de pós-racionalização é um modo de evitar críticas válidas ao argumento de alguém.

Exemplo: Angus declara que não coloca açúcar no mingau, enquanto Lachlan aponta que ele põe açúcar no mingau. Furioso, Angus berra que nenhum escocês de verdade põe açúcar no seu mingau.


18. Genética
Você julga algo como bom ou ruim tendo por base a sua origem.
Esta falácia evita o argumento ao levar o foco às origens de algo ou alguém. É similar à falácia ad hominem no sentido de que ela usa percepções negativas já existentes para fazer com que o argumento de alguém pareça ruim, sem de fato dissecar a falta de mérito do argumento em si.

Exemplo: Acusado no Jornal Nacional de corrupção e aceitação de propina, o senador disse que devemos ter muito cuidado com o que ouvimos na mídia, já que todos sabemos como ela pode não ser confiável.


19. Preto-ou-branco 
Você apresenta dois estados alternativos como sendo as únicas possibilidades, quando de fato existem outras.
Também conhecida como falso dilema, esta tática aparenta estar formando um argumento lógico, mas sob análise mais cuidadosa fica evidente que há mais possibilidades além das duas apresentadas.
O pensamento binário da falácia preto-ou-branco não leva em conta as múltiplas variáveis, condições e contextos em que existiriam mais do que as duas possibilidades apresentadas. Ele molda o argumento de forma enganosa e obscurece o debate racional e honesto.

Exemplo: Ao discursar sobre o seu plano para fundamentalmente prejudicar os direitos do cidadão, o Líder Supremo falou ao povo que ou eles estão do lado dos direitos do cidadão ou contra os direitos.


20. Tornando a questão supostamente óbvia
Você apresenta um argumento circular no qual a conclusão foi incluída na premissa.
Este argumento logicamente incoerente geralmente surge em situações onde as pessoas têm crenças bastante enraizadas, e por isso consideradas verdades absolutas em suas mentes. Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas.

Exemplo: A Palavra de Deus é perfeita e infalível. Nós sabemos disso porque diz aqui na Bíblia.




Adaptado de:
http://ahduvido.com.br/
http://papodehomem.com.br/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Utilidade Pública: Falácias #1



Então pessoal, eu vi esse post no Ah Duvido (que viu no Papo de Homem), dei uma leve adaptada e trouxe pra cá, pois é algo que eu considero importante e eu tenho certeza que os senhores vão se aproveitar de cada linha deste texto. Todos devem ter em mente esses itens que seguem a baixo se por algum motivo precisarem defender suas ideias pois ele será de grande ajuda se você quiser ser coerente, confiável e justo nos seus argumentos.
Esse é o primeiro de uma série de três posts, cada um com 10 itens, totalizando 30 falácias mais comuns cometidas em argumentações.
Sem mais delongas...


Afinal, o que é uma falácia?


Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega.
Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica. É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia.
É importante observar que o simples fato de alguém cometer uma falácia não invalida toda a sua argumentação.
A falácia invalida imediatamente o argumento no qual ela ocorre, o que significa que só esse argumento específico será descartado da argumentação, mas pode haver outros argumentos que tenham sucesso. Por exemplo, se alguém diz:

“O fogo é quente e sei disso por dois motivos: 1. ele é vermelho; e 2. medi sua temperatura com um termômetro”.

Nesse exemplo, foi de fato comprovado que o fogo é quente por meio da premissa 2. A premissa 1 deve ser descartada como falaciosa, mas a argumentação não está de todo destruída.

TIPOS PRINCIPAIS DE FALÁCIA


Abaixo temos as mais comuns falácias lógicas argumentativas. A numeração não indica nenhum tipo de hierarquia entre elas.


1. Espantalho

Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.
Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade – se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?

Exemplo: Depois de Felipe dizer que o governo deveria investir mais em saúde e educação, Jader respondeu dizendo estar surpreso que Felipe odeie tanto o Brasil, a ponto de querer deixar o nosso país completamente indefeso, sem verba militar.



2. Causa Falsa
Você supôs que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.
Uma variação dessa falácia é a “cum hoc ergo propter hoc” (com isto, logo por causa disto), na qual alguém supõe que, pelo fato de duas coisas estarem acontecendo juntas, uma é a causa da outra. Este erro consiste em ignorar a possibilidade de que possa haver uma causa em comum para ambas, ou, como mostrado no exemplo abaixo, que as duas coisas em questão não tenham absolutamente nenhuma relação de causa, e a sua aparente conexão é só uma coincidência.
Outra variação comum é a falácia “post hoc ergo propter hoc” (depois disto, logo por causa disto), na qual uma relação de causa é presumida porque uma coisa acontece antes de outra coisa, logo, a segunda coisa só pode ter sido causada pela primeira.

Exemplo: Apontando para um gráfico, Rogério mostra como as temperaturas têm aumentado nos últimos séculos, ao mesmo tempo em que o número de piratas têm caído; sendo assim, obviamente, os piratas é que ajudavam a resfriar as águas, e o aquecimento global é uma farsa.



3. Apelo à emoção

Você tentou manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.
Apelos à emoção são relacionados a medo, inveja, ódio, pena, orgulho, entre outros.
É importante dizer que às vezes um argumento logicamente coerente pode inspirar emoção, ou ter um aspecto emocional, mas o problema e a falácia acontecem quando a emoção é usada no lugar de um argumento lógico. Ou, para tornar menos claro o fato de que não existe nenhuma relação racional e convincente para justificar a posição de alguém.
Exceto os sociopatas, todos são afetados pela emoção, por isso apelos à emoção são uma tática de argumentação muito comum e eficiente. Mas eles são falhos e desonestos, com tendência a deixar o oponente de alguém justificadamente emocional.

Exemplo: Lucas não queria comer o seu prato de cérebro de ovelha com fígado picado, mas seu pai o lembrou de todas as crianças famintas de algum país de terceiro mundo que não tinham a sorte de ter qualquer tipo de comida.


4. A falácia da falácia

Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.
Há poucas coisas mais frustrantes do que ver alguém argumentar de maneira fraca alguma posição. Na maioria dos casos um debate é vencido pelo melhor debatedor, e não necessariamente pela pessoa com a posição mais correta. Se formos ser honestos e racionais, temos que ter em mente que só porque alguém cometeu um erro na sua defesa do argumento, isso não necessariamente significa que o argumento em si esteja errado.

Exemplo: Percebendo que Amanda cometeu uma falácia ao defender que devemos comer alimentos saudáveis porque eles são populares, Alice resolveu ignorar a posição de Amanda por completo e comer Whopper Duplo com Queijo no Burger King todos os dias.


5. Ladeira Escorregadia

Você faz parecer que o fato de permitirmos que aconteça A fará com que aconteça B, e por isso não podemos permitir A.
O problema com essa linha de raciocínio é que ela evita que se lide com a questão real, jogando a atenção em hipóteses extremas. Como não se apresenta nenhuma prova de que tais hipóteses extremas realmente ocorrerão, esta falácia toma a forma de um apelo à emoção do medo.

Exemplo: Uma mulher teve 1 filho que se tornou um assassino em série e um dos bandidos mais procurados do país, logo, não devemos permitir que ela tenha mais filhos.


6. Ad hominem
Você ataca o caráter ou traços pessoais do seu oponente em vez de refutar o argumento dele.
Ataques ad hominem podem assumir a forma de golpes pessoais e diretos contra alguém, ou mais sutilmente jogar dúvida no seu caráter ou atributos pessoais. O resultado desejado de um ataque ad hominem é prejudicar o oponente de alguém sem precisar de fato se engajar no argumento dele ou apresentar um próprio.

Exemplo: Depois de Salma apresentar de maneira eloquente e convincente uma possível reforma do sistema de cobrança do condomínio, Samuel pergunta aos presentes se eles deveriam mesmo acreditar em qualquer coisa dita por uma mulher que não é casada, já foi presa e, pra ser sincero, tem um cheiro meio estranho.


7. Tu quoque (você também)

Você evitar ter que se engajar em críticas virando as próprias críticas contra o acusador – você responde críticas com críticas.
Esta falácia, cuja tradução do latim é literalmente “você também”, é geralmente empregada como um mecanismo de defesa, por tirar a atenção do acusado ter que se defender e mudar o foco para o acusador.
A implicação é que, se o oponente de alguém também faz aquilo de que acusa o outro, ele é um hipócrita. Independente da veracidade da contra-acusação, o fato é que esta é efetivamente uma tática para evitar ter que reconhecer e responder a uma acusação contida em um argumento – ao devolver ao acusador, o acusado não precisa responder à acusação.

Exemplo: Nicole identificou que Ana cometeu uma falácia lógica, mas, em vez de retificar o seu argumento, Ana acusou Nicole de ter cometido uma falácia anteriormente no debate.

Exemplo 2: O político Aníbal Zé das Couves foi acusado pelo seu oponente de ter desviado dinheiro público na construção de um hospital. Aníbal não responde a acusação diretamente e devolve insinuando que seu oponente também já aprovou licitações irregulares em seu mandato.



8. Incredulidade pessoal

Você considera algo difícil de entender, ou não sabe como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.
Assuntos complexos como evolução biológica através de seleção natural exigem alguma medida de entendimento sobre como elas funcionam antes que alguém possa entendê-los adequadamente; esta falácia é geralmente usada no lugar desse entendimento.

Exemplo: Henrique desenhou um peixe e um humano em um papel e, com desdém efusivo, perguntou a Ricardo se ele realmente pensava que nós somos babacas o bastante para acreditar que um peixe acabou evoluindo até a forma humana através de, sei lá, um monte de coisas aleatórias acontecendo com o passar dos tempos.


9. Alegação especial
Você altera as regras ou abre uma exceção quando sua afirmação é exposta como falsa.
Humanos são criaturas engraçadas, com uma aversão boba a estarem errados.
Em vez de aproveitar os benefícios de poder mudar de ideia graças a um novo entendimento, muitos inventarão modos de se agarrar a velhas crenças. Uma das maneiras mais comuns que as pessoas fazem isso é pós-racionalizar um motivo explicando o porque aquilo no qual elas acreditavam ser verdade deve continuar sendo verdade.
É geralmente bem fácil encontrar um motivo para acreditar em algo que nos favorece, e é necessária uma boa dose de integridade e honestidade genuína consigo mesmo para examinar nossas próprias crenças e motivações sem cair na armadilha da auto-justificação.

Exemplo: Eduardo afirma ser vidente, mas quando as suas “habilidades” foram testadas em condições científicas apropriadas, elas magicamente desapareceram. Ele explicou, então, que elas só funcionam para quem tem fé nelas.


10. Pergunta carregada
Você faz uma pergunta que tem uma afirmação embutida, de modo que ela não pode ser respondida sem uma certa admissão de culpa.
Falácias desse tipo são particularmente eficientes em descarrilar discussões racionais, graças à sua natureza inflamatória – o receptor da pergunta carregada é compelido a se justificar e pode parecer abalado ou na defensiva. Esta falácia não apenas é um apelo à emoção, mas também reformata a discussão de forma enganosa.

Exemplo: Graça e Helena estavam interessadas no mesmo homem. Um dia, enquanto ele estava sentado próximo suficiente a elas para ouvir, Graça pergunta em tom de acusação: “como anda a sua rehabilitação das drogas, Helena?”



quarta-feira, 16 de maio de 2012

10 Fatos Que Comprovam: Estamos Fodidos!


10. Neymar vira “Cidadão Paulistano”
 


No ultimo dia 7, por algum motivo que é um mistério para maioria das mentes pensantes, Neymar recebeu o título de “Cidadão Paulistano”, homenagem dada segundo o Jornal da Record é destinada para os cidadãos que fizeram uma grande contribuição à sociedade. Se você pensar um pouquinho, não precisa gastar mais do que dois neurônios para alcançar esse raciocínio, o fato do Neymar jogar futebol não contribui em nada para sociedade. Isso não deveria ser novidade para ninguém! Qualquer atleta de competição, seja em nome do Brasil ou de um time, um clube, enfim, não fazem nada por ninguém. Nós que criamos a ilusão de que eles fazem algum coisa. Quando eles ganham, foram eles que ganharam e não você! Você não ganhou nada e ainda vai, de algum modo, dar o seu dinheiro para eles. Essa é a realidade. Você pode não gostar dela e continuar alimentando uma “ilusão”, a opção é sua, mas saiba que quanto mais distrações vazias, menor serão suas chances de sucesso na vida. Se você dedica sua vida em ser bom em adorar uma paixão inútil, como por exemplo, um time de futebol, com o tempo, você ficará cada vez melhor em ser um nada, pois quem ganha ou perde são os atletas, você só está aí porque a economia desportiva precisa de alguém para movimentá-la!


9. Gisele Bündchen é homenageada pela Universidade de Harvard 
 

 Essa pouca gente soube mas Gisele Bündchen ganhou o prêmio da Universidade de Harvard por defender o meio ambiente. No evento Global Environment Citizen Awards, realizado em Nova York, a modelo foi premiada com prêmio Harvard Medical School, segundo os organizadores, por defender causas ambientais.
A premiação despertou a ira (com TODA a razão) de muitas ONG’s que defendem os animais. Apesar da maioria do público não ter memória, os ativistas dessas ONG’s tem de sobra e lembraram o que a modelo fez para crescer no ramo da moda, representando as maiores marcas de CASACO DE PELE, entre elas, a Blackglama!
A modelo abandonou esse lado negro da moda depois de tantos protestos e reclamações dessas ONG’s e se transformando em uma “ativista do meio ambiente” que faz propagandas pagas pelo YouTube, provavelmente para recuperar sua imagem abalada. Fazendo uma analogia simples, é a mesma coisa que a Julia Paes, atriz pornô fez ao abandonar a pornografia e condenar a indústria de filme adultos e o sexo casual.  Ambas, por anos, defenderam uma causa com unhas e dentes e de repente, mudam totalmente para melhorar sua imagem. E tem gente que acredita…. e até premia. Vai entender?!


8. Obama ganha o Nobel da Paz


 Um presidente que sustenta uma guerra pode ganhar o Nobel da Paz? Pode, pelo menos na nossa sociedade distorcida. O presidente que prometeu que no primeiro dia após sua eleição acabaria com a Guerra no Iraque, só estabeleceu um fim no final do ano passado e isso devido a total desaprovação por parte do povo americano, que condenava a guerra pelos altos gastos e principalmente pelo aumento do número de baixas americanas e também porque o governo de Bagdá deu um basta.
Hoje, em 2012, o senhor Nobel da Paz 2009 usa como principal bandeira da sua campanha, a morte de Osama Bin Laden. Pior, Obama se coloca como uma peça chave em uma ação que contava com apoio também dos republicanos. George W. Bush, com todos os seus defeitos, foi bem mais humilde depois da captura de Saddam Hussein, dando todo o crédito para os militares, sem repetir mais de dez vezes a palavra “eu” como o atual ocupante da Casa Branca.
“Convenhamos, o Nobel da Paz Obama realmente gosta de ser o “presidente guerreiro”. Mais do que dobrou o contingente militar na Guerra do Afeganistão, apoiou as operações militares da OTAN na Líbia, mata qualquer um em “atitude suspeita” no Iêmen e fala duro com Bashar Assad.
E o Iraque? Bom, o atual presidente apenas manteve o cronograma de seu antecessor. Além disso, ele não pretendia retirar todas tropas, mas foi forçado pelo governo de Bagdá. Sorte dos contractors, que recebem bem para fazer a segurança privada dos interesses estatais americanos no país, onde o governo cada vez mais se alia a Teerã.- Gustavo Chacra, Estadão.

 7. Tom Cruise é homenageado como “Deus” pela Cientologia


Ok, convenhamos que Cientologia (e religião) não é algo pra se levar muito a sério (pelo menos não deveria), mas enfim...
Ah, o ego! Até aonde ele pode chegar? As vezes o narcisismo é tão grande que ele desconhece limites. Esse é o caso de Tom Cruise. O vice-líder de uma seita intitulada Cientologia, já foi homenageado várias vezes pelos seus adeptos como a representação do Deus vivo.
A religião que tem uma visão completamente diferente da nossa, acredita que há 75 milhões de anos atrás, o Universo estava superlotado e para resolver o problema, o imperador galático Xenu decidiu apelar para o genocídio. Fez trilhões de prisioneiros, trouxe-os até a Terra em naves espaciais e jogou bombas atômicas para acabar com todo mundo. Só que as almas desses seres, chamados thetans, ficaram vagando por aqui até encarnar nos primeiros Homo sapiens. E esse é o motivo de todos os conflitos e angústias da humanidade. Louco não? Só falta uma virgem grávida de um espírito, uma cobra falante, uma arca menor que o Titanic com um par de cada espécie de animal dentro pra completar a loucura.
A religião não tem uma divindade superior, acredita que cada indivíduo pode se tornar seu próprio deus. E o ator já haveria alcançado esse estado, uma espécie de Nirvana, dando o status de “Deus” vivo e as homenagens.
Por fim, não dá para saber o que é mais bizarro: a religião ter milhares de adeptos que acreditam nisso ( em mais de 156 países) ou ninguém suspeitar do império de $800 milhões de dólares que eles levantaram nos últimos anos?!


6. Igreja de Maradona


A  Igreja Maradoniana,  a princípio era para ser uma paródia de religião em homenagem ao jogador de futebol Maradona (tal como os palmeirenses fizeram na despedida de Marcos, homenageando através de uma procissão à “São Marcos”). Era! Com o passar do tempo, os adeptos começaram a levar a sério. Hoje, até símbolos, como tentagrama D10s, orações e até encontros semanais regulares a Igreja tem. Sim, eles rezam para Maradona! Se você pensa que a imbecilidade não pode ser maior, calma, tem mais! Durante a ultima Copa, os adeptos acreditavam que a Argentina iria ganhar porque Maradona poderia manifestar poderes miraculosos. Fato, que de certo modo, chega ser assustador. Pense: apesar da demência nítida, se eles levarem isso a sério, imagina o que será dessa religião daqui uns 500 anos? É capaz dos futuros habitantes desse planeta pensarem mesmo que Maradona era um Messias.
Isso me lembra um pouco da História do Fallout, um game que tem um enredo que ocorre após um Holocausto Nuclear, aonde “promoções”, filmes, “jogadas de Marketing” e diversos agentes midiáticos acabam virando “entidades e acontecimentos reais” de um passado distante na falta de uma fonte de informação segura, destruída pela guerra. (Alô, Jesus?)
E se Maradona será Deus nesse possível futuro, nem preciso dizer quem será o Diabo e aonde será a nova “Sodoma e Gomorra”.


 5. Justin Bieber ganha a Chave da Cidade do Rio de Janeiro


Antes de tudo, devo explicar para que serve a “Chave da Cidade”:  Essa honraria antigamente era dada para uma pessoa que veio de fora ou um conterrâneo representando uma recompensa pelos serviços prestados ao município e a sociedade daquela região. Distingui personalidades que, pelo seu prestígio e pela sua ação, honraram a cidade. Esse costume que chegou ao Brasil pela colonização Portuguesa, não durou muito tempo servindo o seu propósito por aqui porque, cá entre nós, brasileiro não entende muito de “honra”. No início, essas sessões solenes de premiação eram geralmente destinadas à bombeiros que cometiam um ato heróico ou um médico que ajudou em alguma catástrofe ou um diretor de uma escola que administrou-a por diversos anos ou o engenheiro civil que saiu lá da Alemanha para construir uma ponte na tal cidade, entre outros exemplos. A chave significa que o município estará sempre de portas abertas e que tem eterna gratidão ao homenageado.
Atualmente, a “Chave da Cidade” é dada para atores, atrizes, músicos em geral, atletas, políticos e gente que tem grana, muita grana. Serve para promover os políticos pilantras que não perdem tempo para conseguir uma publicidade barata. Esse é o caso de Justin Bieber. O prefeito do Rio de Janeiro viu a oportunidade de se promover frente ao eleitorado mais jovem e decidiu dar a “Chave da Cidade do Rio” para o músico teen. Enquanto tem soldado suando a camisa para pacificar as favelas e arriscando a própria pele, a “Chave da Cidade” vai para um cantor que veio para o Rio de Janeiro fazer um show e cobrar entre 230 reais à 2500 reais pelo ingresso (e ainda fez Playback!)

 
4. Câmara de Deputados FEDERAIS homenageiam Silas Malafaia


Roubar o dinheiro do povo através da fé virou símbolo de mérito para Câmara de Deputados Federais. O Pastor Silas Malafaia foi condecorado com a Medalha do Mérito Legislativo , pelos serviços honrosos prestados à sociedade. Isso chegar ser uma ofensa direta ao povo brasileiro, primeiro porque o homenageado não passa de um extorquista da sociedade cristã e segundo que somos um Estado Laico, ou seja, neutro perante o assunto religião.
A idéia veio do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que  disse para justificar a palhaçada:

“O pastor tem um trabalho muito relevante para a sociedade cristã e toda a bancada cristã na Câmara aprovou sua indicação.”

 Edir Macedo e Valdomiro Santiago também já receberam homenagens da Câmara, embora ambos sejam alvo da investigação do Ministério Público, por diversas acusações, entre elas, lavagem de dinheiro, extorsão e formação de quadrilha.


3. Fani é homenageada em Nova Iguaçu


Essa pareceu piada! A ex-BBB Fani ganhou a “Diploma de Cidadã Honorária”, prêmio dado à quem presta grandes serviços para um  município, de Nova Iguaçu, com uma cerimônia com mais de 200 participantes, sendo entre eles, 16 vereadores, por ter criado o bordão “Uhull, Nova Iguaçu”, durante a sua participação no BBB.

Não, não é piada!

 

2. Vanderlei Luxemburgo e a Academia Brasileira de Letras


O primeiro e o segundo lugar falam praticamente da mesma coisa. Vanderlei Luxemburgo ganhou a honraria máxima da Academia Brasileira de Letras, a medalha Machado de Assis, que é destina a escritores que fizeram algo de relevante para a literatura brasileira. Você deve estar se perguntando: "O que Vanderlei Luxemburgo fez pra merecer tal honraria?". Bem, eu também não sei, mas isso foi só um aquecimento para o grande primeiro colocado.



1. Ronaldinho Gaúcho e a Academia Brasileira de Letras



O Jogador foi assistir a sessão solene de premiação do escrito José Lins do Rego e acabou saindo de lá com honraria maior que a do próprio José Lins. Sim, é isso que você está pensando, a medalha Machado de Assis. E a ofensa a nossa inteligência não acaba por aí... Ronaldinho NUNCA escreveu nada (e eu tenho minhas dúvidas se sabe escrever). Ao ser questionado sobre seu livro preferido, Ronaldinho disse em alto e bom som que não tinha o hábito da leitura e não era de ler muito. Terminou por pedir sugestões aos integrantes da ABL. Depois dessa podia mandar derrubar o prédio da ABL.

Obs:. Essa medalha também já foi concedida ao Sarney!


adaptado de:
http://ahduvido.com.br/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Morte da Política



ví enquanto visitava o http://haznos.org

sábado, 12 de maio de 2012

Sutil como uma sombra


Enquanto caminhava, tinha a sensação de que mais ninguém vivia ali, com exceção da névoa e de algumas corujas que pareciam anunciar a solidão, dava aquela impressão de que o destino para onde ia nunca chegaria. Que cada uma daquelas lâmpadas dos postes ofuscadas pela umidade, seria acompanhada de uma eternidade delas, todas iguais, passando pela sua cabeça e brincando com sua sombra. Que o persegue e o ultrapassa até morrer embaixo da próxima lâmpada, e perceber outra vindo logo para lhe ultrapassar de novo.

Por um instante voltou à sua cabeça uma imagem, que pensou ter já esquecido a muito tempo. A sombra do seu cãozinho, nos tempos em que não precisava caminhar sozinho, e não conseguia ter a sensação de estar sozinho mesmo que estivesse. 

Estava com seus seis anos de idade, e ainda não tinha noção do tamanho do mundo, e do quão sozinho poderia ficar em um lugar tão cheio de pessoas. A lembrança do cão foi seu primeiro contato com o início de uma ausência. Kófi era pequeno, com pelos enrolados e cor de café com leite, não se podia dizer que tinha alguma raça definida,  por dias  estava fugindo do seu canil, o canil que ficava ao fim do terreno, no canto ao lado da macieira, era grande e cercado por uma tela espeça. Da ultima vez que fugiu, Kófi voltou com arranhões nas costas, havia encontrado algum cão de rua que não simpatizara muito com ele, seu pai resolveu amarrá-lo com a velha corrente para amarrar cães, e o fez dentro do canil até encontrar a forma que Kófi utilizava para fugir.

Isso foi pela manhã, era dia de ir ao dentista, e no início da tarde os dois saíram, foram ver Dr. Lenni, e passar por mais uma seção de tortura após ler os HQ’s do Homem Aranha na sala de espera. Como já era de costume, saiu da sala com uma bexiga modelada em forma de cachorro, e seu pai resolveu passar na livraria comprar o mais novo catálogo de jardinagem, foi uma tarde conturbada, com cães de bexiga, livros, e antigos amigos de seu pai encontrados ao acaso conversando por horas, e perguntando como estava sendo a vida depois da faculdade.

O entardecer já havia avançado, e as luzes estavam começando ser acesas na vizinhança quando chegou em casa. Foi correndo para os fundos soltar Kófi e convidá-lo a brincar com seu novo amigo de borracha. Foi então que a imagem da sombra lhe gravou a memória. Kófi havia tentado fugir novamente enquanto não estavam, subiu na própria casinha e pulou por cima da tela, só não imaginava ele que a corrente para amarrar cães não era tão grande ao ponto de deixa-lo alcançar o chão.

Kófi estava morto, enforcado pela própria corrente,  ainda com os olhos abertos e sem expressão, e caprichosamente a lâmpada externa do canto da casa criava uma sombra enorme no muro, com a imagem de Kófi pendurado por uma corda com as patinhas enrijecidas, e foi essa a imagem que Ben lembrou-se ao apostar corrida com suas sombras entre a neblina. Dele próprio, segurando o cãozinho de bexiga vermelho, e vendo a primeira imagem da morte estampada em preto e branco no seu muro.

Essa lembrança tomou-lhe o resto do caminho, e principalmente a comparação entre a dor que não sentiu naquele dia, quando perdeu o único e verdadeiro amigo que teria. Continuou entre as lâmpadas e a neblina, e seu apartamento parecia nunca chegar. Queria Kofi caminhando com ele agora.

Possivelmente a parte 4

sexta-feira, 11 de maio de 2012

2 minutos, 56 segundos


Levaram-se milhões de anos para a evolução das espécies, eras para o surgimento de impérios, milênios para firmar culturas, séculos para formar teorias, décadas para unir pessoas, anos para tornamo-nos quem somos, dias para fazer algo valer a pena e horas para esperar um amanhecer... Por que é que eu conseguiria expressar o mais simples entre os bilhões que formam o mais complexo dos termos em apenas 2:56 minutos? Essa coisa chamada “tempo”.
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