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Porque palavras não se falam... se Vomitam

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ouvi falar do Brasil por aí


Ouvi por aí, que o Brasil é composto por um monte de gente babaca. Ouvi por aí, de vozes fracas e escondias, como tantas outras vezes já havia ouvido coisas nesse sentido sobre o Brasil. 

Então vem o poeta, e canta sobre nossa bandeira verde e amarela, sobre nossas matas gloriosas, sobre nosso carnaval colorido, nosso samba agitado, nosso povo alegre de sorriso fácil, nosso futebol bonito e bem jogado, nossa humildade limpa, nossas crianças a brincar, nossa união e mãos dadas, nossas belas praias com mulheres esculturais, nossa esperteza e criatividade, nossa forma de viver como se todo dia fosse o ultimo que deveria ser seguido por toda a humanidade. 

O poeta malandro, que pode e sabe, canta a música do nosso Brasil, mas um blogueiro como eu, que não sabe cantar ou ser malandro em melodias fáceis, simplesmente abaixo a cabeça, e penso comigo...
Sobre nossas matas queimando e caindo por ganância; nosso carnaval onde se investe milhões enquanto pessoas morrem em leitos de hospital; na nossa música que canta sobre bala perdida e vida de bandido; nosso povo que não se manifesta e acha que tudo está bem; nossos espetáculos que encobrem roubalheiras na politica todos os dias, enquanto o povo vibra com gols; nossas pessoas que venderiam a mãe por um pouco de ouro; nossas crianças que aprendem a matar e não sabem o que é um pouco de leitura; nossa esperteza onde nos aproveitamos do outro a primeira oportunidade; nossos paraísos dos quais os próprios donos do país não tem acesso; nosso jeitinho brasileiro que esconde tudo por baixo dos panos; nossa forma de viver como animais que não param um minuto do dia para pensar; algo diferente de alimentação e acasalamento.

É singelo poeta, tenho que tirar o chapéu, por ser apenas mais um brasileiro que sabe cantar.

terça-feira, 20 de março de 2012

Poucas Palavras #TheRoad


Talvez ela esteja me levando para mais uma armadilha ou me arrastando para um oásis de solidão. Mas a cada quilometro que ando me perco ainda mais neste horizonte infinito. Enfeitiçado com a complexidade dos caminhos ou até seduzido pelos encantos da velocidade.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #21


Modelo atual de democracia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sem Imagem#1


...E possivelmente nenhuma palavra;

Cale a boca! Mente maldita, sensações negras, cérebro carrasco. Por que você não vai atormentar outras pessoas? Por que não resolve pesar e esmagar quem não pode suportar, e mata-lo de uma vez ao invés de me manter sentindo esse peso?  Vozes mudas sem razão, vozes que machucam sem tocar, cujo sentido não chega ao menos existir. Que caia! Esmague-se maldito sentimento sem razão, sensação sem sentido. Que desapareça como surgiu, do nada, por nada. E procure outras almas para derrubar, porque essa, vai afoga-lo em sangue antes que consiga a dominar.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #20

Link


ví no facebook do meu amigo Hegon do Ui, Canoinhas.
Curta a fanpage deles no facebook e seja feliz!

terça-feira, 13 de março de 2012

Poucas Palavras #7


Estão fadados ao sofrimento aqueles que acreditam no amor, pois tal sentimento é apenas uma utopia criada por seus imaginários, uma busca por algo pelo que valha a pena viver, a eterna esperança de "algo melhor". Felizes são aqueles que vivem a realidade, aqueles que almejam o palpável e o possível...
Felizes e raros.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #19

Uma pequena história de terror pra começar bem a semana.





ví no http://ahduvido.com.br/
(que eu recomendo muito vocês visitarem
)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Abre Aspas "Nossa Origem Atômica e um Pensamento Perturbador

Vale a pena ver se você tiver capacidade intelectual para digerir as informações. Caso contrário, não aperte play.




como visto em:
http://www.oversodoinverso.com/

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #18

E você passa a vida inteira estudando, aprendendo a obedecer, cultuando o sistema, pra viver como uma formiga operária, induzida a pensar que isso tudo é "normal" e você está "bem".
É por isso que ser adulto não me atrai nem um pouco.


como visto em:
http://ahduvido.com.br/
(mas não sei o autor da tirinha
.)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ela não acreditava nos mortos



Apesar da nova pintura, o amarelo apático da parede não conseguia esconder totalmente as sombras do velho papel por baixo, algo como flores arredondadas, ou apenas coisas derretidas, em forma de sombra sob o novo amarelo. A janela, ainda de madeira, dava de frente para a lua, naturalmente, e era a única luz que se passava para dentro, formando o quadrado iluminado que atingia a parte de baixo da cama. Enquanto ela dormia...

Velhas histórias não a amedrontavam, e não acreditava nos mortos. Sua primeira noite no lugar era de certa forma especial, em seus 25 anos tinha uma casa só sua, um quarto só seu, e podia sonhar com o que quisesse aquela noite. E era por isso que as velhas histórias dos mortos que ali rondavam não a abatiam, afinal, batalhara para ser quem era e ter o que acabava de alcançar... Aquele quarto. 

Como gostava do ar da noite, mantinha a janela aberta, o que dava a impressão de que a luz da lua invadia ainda mais o quarto, e fazia com que o vento compusesse uma música ao bater no canto da janela, uma música que lembrava o livro de Hitchcock caído no chão, o livro que ela tentara ler até adormecer.

Em um ponto do tempo, imensurável no incontável peso da noite densa, a ponta esquerda de baixo do colchão, próximo aos seus pés, como que levada pela luz, levitava vagarosamente. O extremo da ponta começara a se dobrar enquanto levitava, e o vento soprava mais forte no canto da janela, a música soava mais tenebrosa, e levava o canto superior direito a repetir o feito do oposto. Levitava sutilmente, enquanto a garota incondicionalmente rolava, expondo seu ombro de pele sardenta, deixando a cabeça próxima ao canto que ainda não havia se movido, em diagonal ao quadrado do colchão. Em um milésimo de segundo, os cantos que levitavam se unem. E ela acorda em meio a uma imensidão de falta de ar.

Presa, por entre o colchão, enrolada no seu lençol azul que ganhara da mãe ao se mudar, debatendo as pernas, que era o que ainda podia mover, enquanto sentia o peso da morte a esmagar sua carne. O vento de um fim de mundo soprando como nunca havia antes, e o som estridente enquanto a janela de madeira se fechava e quebrava como em um soco. Coisas caindo da sua cômoda, e as roupas do guarda-roupa vindo ao chão junto com ele, e mais barulho.

E mais força comprimia o colchão, o travesseiro lhe tapava a o rosto nesse momento, e as narinas ao puxar o ar, sentiam apenas cheiro de mofo, de sujeira e morte.  O colchão agora era um mundo a esmagar seus ossos, sentia como se algo lhe estourasse os pulmões e cuspia sangue sem saber de onde vinha, as manchas começaram a transpassar pelo travesseiro, e o seu corpo já se tornara apenas um peso, e agora, ela acreditava nos mortos...

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