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Porque palavras não se falam... se Vomitam

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ponto, virgula. Mundo, fim.


Abrir a porta do guarda-roupa, pegar a camiseta, preta, estampa banda, Metallica. Fechar a porta do guarda-roupa, abrir a porta do guarda-roupa, jogar a camiseta do metálica ao fundo do guarda-roupa, pegar a camiseta branca, só branca. Fechar a porta do guarda-roupa, olhar a camiseta na mão, olhar-se no espelho com ela na mão, olhar o corpo com a outra branca, idêntica. Jogar a camiseta na cama, passar o perfume azulado, fechar o frasco do perfume. Sair pela porta pra sala, pela porta pra garagem, pela garagem a fora, pelo portão a fora. Rua, Caminhar, esquina, asfalto, caminhar. Calçada.

Foi então que viu o céu, e era noite, e viu a lua, e viu o céu, pois não tinha lua, só estrelas, “só” estrelas? Estrelas pra caralho. Fechar os olhos, abrir os olhos, estrelas, som, Legião, “Quase sem querer”. Não, Reação, “Quase sem querer”. Estava distraído, indeciso. Pois o silêncio tomava a noite, e o som estava apenas na sua cabeça.

1997. Lâmpadas amareladas nos postes. 23:51, 48 depois que saiu, e agora sem estrelas. Mudanças de tempo repentinas, mudanças de humor lentas, quase imutável, tristeza. Chuva. Mais 12 minutos, e cabelo colado à testa, com gotas escorrendo, testa, nariz, rosto, queixo, pinga, chão. Pisar em possas d’água e conseguir esvaziar a cabeça, quem dera.

Camiseta branca molhada, tênis furado, all star. Água. Noite, sem estrelas, chuva, Reação, Quase sem querer, distraído.  00:24.

Turbilhão de pensamentos/Sentimentos. Ainda não tinha pensado em nada. E por que as coisas acabam? E por que as coisas começam? Por que a chuva não divide seu espaço com as estrelas, e por que a lua se esconde de tempos em tempos? Medrosos.

Sentado, Chão, calçada, chuva, temporal, vento, molhado. Cão no ponto de ônibus, seco. 1997. Claro ao céu, muito claro, amarelado, forte, aumentando, caindo. Caiu. Som, alto, alto, alto... Não é mais a música, arrepio. Tremor, forte, forte. Onde está a chuva? Clarão, ainda com som, e tremor, caindo prédio, caindo árvore, tremer. Som, barulho.  Vindo ao horizonte, ataque, espaço, ataque. Som, ensurdecedor, chegando, calor, fogo. Cão. Morto. Caindo, tudo. Som, tremor. E foi um fim, o maior de todos, quase sem querer. Perturbador. Fim;




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