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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nightmare

Quando a realidade se torna insuportável, você busca um mundo de fantasias onde as frases são perfeitas. Pois as sua vida está cheia de palavras erradas e versos por concluir. E como se cada dia fosse uma pagina em branco, esperando por algo que valha a pena ser escrito. Na verdade estou aqui escrevendo coisas sem sentido, tentando não se lembrar do fato de estar sozinho. Pois talvez não tenha um motivo para escrever, ou até um sentimento. Simplesmente não tenho nada.

Não ter o que fazer, o que pensar ou sentir. Então você espera que alguém lhe tire desta sepultura. Mas cada minuto nesse estado de frenesi lhe torna mais agressivo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #17


fonte:
http://mentirinhas.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Pálido Ponto Azul

Planeta Terra

E aí, você se acha especial? diferenciado? único? abençoado?
O que te faz acreditar nisso? O que te faz pensar que você tenha alguma relevância no universo?
Você é só uma partícula, pequena, imperceptível, vivendo em um grão de areia no meio de um deserto infinito... um acidente, fruto do Caos. Apenas seguindo a multidão, um sopro de vida tentando continuar vivo o suficiente. Fadado a nascer, viver, morrer e ser esquecido... Vivendo no pequeno e pálido ponto azul...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um segredo #1


Deixe-me contar-lhe um segredo, apenas um, singelo e pequeno: Eles mentiram pra você. 
É, mentiram, todos eles, aqueles que você se lembra isoladamente, cujos rostos virão na sua cabeça daqui a pouco, e a humanidade em geral, isso mesmo, todos. Sabe aquela velha história, de que você é única, diferente, que todas as pessoas são diferentes, que você assim como cada uma das pessoas da terra, é especial. Então. Isso é mentira (sorriso de satisfação). Você não passa de só mais alguém, como todos os outros. Exatamente comum.

Sabe o porquê? É simples, assim como o segredo revelado... Porque as pessoas são todas iguais até que façam algo para mudar isso. Não caia nessa conversa de ter algo especial em você, o que você fez pra ser diferente de todas? Você é inteligente? Você tem uma visão diferenciada sobre a vida? Você tem atitudes que a tornam realmente digna de ser considerada especial? Tem alguma cultura diferenciada? Algo seu? Caraca, você sabe o que é um livro? Bem, coisas assim, então... Você é só mais uma, e dificilmente isso vai mudar, tudo bem tudo bem, isso não vai mudar.

Tá, existe a possibilidade de você que está lendo isso, por ventura, ser realmente diferente, mas se você for mesmo assim, você não terá o veneno da dúvida na sua cabeça, vai terminar de ler o texto, e lembrar-se de todas as garotas que se enquadram nele, mas enfim. O mais provável é que você seja mesmo só mais uma.
Agora, eu queria entender um pouco o que se passa na sua cabeça, serio, ajude-me, responda-me...

Por que ainda acredita que é especial? As suas roupar curtas e pernas gostosas fazem isso? Algum dos seus garotos acéfalos menciona que você é, e você acredita? Ah, você tem um cabelo bonito, e lábios grossos, ótimo. Você é só mais uma, sabia? Sério, de garotas assim o mundo está cheio - realmente cheio.

Sério mesmo, só mais uma, comum, igual, descartável. Isso é ruim de admitir, eu até entendo, mas fazer o que né? Apesar disso você, lá no fundo, se parar pra pensar, sabe que tenho razão. Aliás, sabe também que vai envelhecer, ficar feia, sem energia, sem conteúdo; ah, desculpe, esqueci que conteúdo já não tem, mas enfim.

Esse era o segredo que eu queria te contar (outro sorriso de satisfação), só não espalhe, beleza? Finja que não sabe, e continue agindo como qualquer uma e esboçando reações de garotas especiais, afinal, nem sempre reações condizem com a realidade né? (ultimo sorriso de satisfação).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ponto, virgula. Mundo, fim.


Abrir a porta do guarda-roupa, pegar a camiseta, preta, estampa banda, Metallica. Fechar a porta do guarda-roupa, abrir a porta do guarda-roupa, jogar a camiseta do metálica ao fundo do guarda-roupa, pegar a camiseta branca, só branca. Fechar a porta do guarda-roupa, olhar a camiseta na mão, olhar-se no espelho com ela na mão, olhar o corpo com a outra branca, idêntica. Jogar a camiseta na cama, passar o perfume azulado, fechar o frasco do perfume. Sair pela porta pra sala, pela porta pra garagem, pela garagem a fora, pelo portão a fora. Rua, Caminhar, esquina, asfalto, caminhar. Calçada.

Foi então que viu o céu, e era noite, e viu a lua, e viu o céu, pois não tinha lua, só estrelas, “só” estrelas? Estrelas pra caralho. Fechar os olhos, abrir os olhos, estrelas, som, Legião, “Quase sem querer”. Não, Reação, “Quase sem querer”. Estava distraído, indeciso. Pois o silêncio tomava a noite, e o som estava apenas na sua cabeça.

1997. Lâmpadas amareladas nos postes. 23:51, 48 depois que saiu, e agora sem estrelas. Mudanças de tempo repentinas, mudanças de humor lentas, quase imutável, tristeza. Chuva. Mais 12 minutos, e cabelo colado à testa, com gotas escorrendo, testa, nariz, rosto, queixo, pinga, chão. Pisar em possas d’água e conseguir esvaziar a cabeça, quem dera.

Camiseta branca molhada, tênis furado, all star. Água. Noite, sem estrelas, chuva, Reação, Quase sem querer, distraído.  00:24.

Turbilhão de pensamentos/Sentimentos. Ainda não tinha pensado em nada. E por que as coisas acabam? E por que as coisas começam? Por que a chuva não divide seu espaço com as estrelas, e por que a lua se esconde de tempos em tempos? Medrosos.

Sentado, Chão, calçada, chuva, temporal, vento, molhado. Cão no ponto de ônibus, seco. 1997. Claro ao céu, muito claro, amarelado, forte, aumentando, caindo. Caiu. Som, alto, alto, alto... Não é mais a música, arrepio. Tremor, forte, forte. Onde está a chuva? Clarão, ainda com som, e tremor, caindo prédio, caindo árvore, tremer. Som, barulho.  Vindo ao horizonte, ataque, espaço, ataque. Som, ensurdecedor, chegando, calor, fogo. Cão. Morto. Caindo, tudo. Som, tremor. E foi um fim, o maior de todos, quase sem querer. Perturbador. Fim;




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tirinha Pra Gente Grande #16



infelizmente não sei de quem é a imagem, então não posso dar os devidos créditos.
ví no http://capinaremos.com/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Wannabe


Eu queria ter o dom de trocar por vírgula cada ponto final, forçar um novo parágrafo a cada vez que as idéias acabassem, estar seguro de que não importa o quão longe eu vá sempre haverão reticências pra continuar.
Queria escrever tudo a lápis e não deixar nada por definitivo, eu queria mudar, riscar, apagar, borrar... queria voltar atrás.
Queria voltar atrás e responder cada interrogação, queria dizer tudo que eu não disse, queria deixar de dizer, me censurar.
Queria jogar fora aquele relicário na cabeceira da minha cama e não ter de olhar pra ele toda noite, não ter que lembrar.
Acima de tudo, queria que fosse fácil assim.
Queria ter pensado duas vezes, três vezes... Queria não ter que passar por isso. Mas só agora eu percebi como fui arrogante e ingênuo, quando abri aquilo pensando encontrar reticências e tive que lidar com um colossal ponto final... e eu sempre soube que seria difícil pra mim.
Queria poder amassar todas aquelas folhas velhas e amareladas e passar tudo a limpo em folhas novas, idéias novas.
Queria narrar tudo do meu ponto de vista e deixar de fora o que ja não faz parte da minha essência, fazer tudo diferente, escrever em letras garrafais aquilo que precisava ser dito mas estava apagado, destacar, abusar das exclamações, fazer com que o mundo leia...
Queria que o mundo inteiro lesse, queria que alguém se identificasse, queria que
ALGUÉM!!!!! se identificasse...
Queria que amanhã fosse um novo-velho dia...
Eu queria ter o dom de trocar por vírgula cada ponto final, forçar um novo parágrafo a cada vez que as idéias acabassem, estar seguro de que não importa o quão longe eu vá sempre haverão reticências pra continuar (reticências)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Filosofia Alcoólica #4


Então, como um boneco largado as traças me encontro. Atirado no abismo que a sua frieza me condenou, tentando juntar os pedaços ou apenas domar a minha própria insanidade. E nem todo álcool do mundo consegue me fazer enxergar os meus erros, pois talvez o único erro foi tentar fazer o melhor, ser o melhor.

Homens não choram, morrem aos poucos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Textos com fundamento


Textos e ideias com fundamento. Até que ponto você pode ter certeza disso?

Uma das coisas que eu já ouvi várias vezes a respeito de tudo isso aqui (Wômito) é que falamos muita coisa sem ter uma base científica, falamos por falar, pesquisando pouco, não se importando com o que pessoas mais “inteligentes” que nós já disseram a respeito do que estamos propondo ou algo assim. Tudo bem que já faz muito tempo que não ouço isso, mas parei pra pensar hoje (leia-se agora, pois não sabia sobre o que escrever) a respeito da importância de fazer putas pesquisas antes de jogar algum assunto por aí. E cheguei à conclusão que... Foda-se, faça do seu jeito seja ele qual for, contanto que faça bem feito.

Existem caras que pesquisam pra caralho a respeito de algo  até transformar suas ideias em palavras no papel, e ficam ótimas obras, mas também conheço muito demagogo por aí que faz o mesmo e o máximo que consegue é encher uma folha com informações amontoadas, chatas e sem importância, intragáveis (adoro esse termo), apesar da “superpesquisa”.

Em contraponto, existem caras que escrevem bêbados, drogados, com um câncer na Laringe, ou ouvindo música, e surgem coisas fodas pra caralho (leia-se ótimas). O que não significa que a grande maioria desses cidadãos faz muita merda e não se tornam nem conhecidos por meia dúzia de pessoas.

Mas enfim, aonde era mesmo que eu queria chegar com isso?... Acho que era falar que essas coisas de colocar regras de “boa conduta” literária é coisa para alguns caras mal amados que preferem tentar apontar falhas ao invés de tentar buscar algo melhor, ou fazê-lo.

Ter base ou não para o texto é critério nosso, e ocorre muitas vezes, mesmo que vocês não saibam, mas os mais prazerosos de se escrever são esses, limpos, nossos, e apenas isso.

Não estamos aqui para tornarmo-nos editores da Veja (Até porque 98% daquilo é uma merda) e sim para matar um pouco do pouco tempo de vida que temos, escrevendo asneiras e deixando-as acessíveis para que alguém possa compartilhar das mesmas e testar sua sanidade.

E por fim temos isso, textos escritos em cerca de 16,5 minutos, sem saber o assunto prévio, apenas para fazer uma postagem de fim de tarde e sair caminhar em paz, sabendo que o Wômito ainda vive em alguns corações... Caralho, que merda de, minhas redações do segundo ano era melhores que isso...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Carrie


É estranho comentar este livro e tentar ser imparcial. Mesmo vendo pelo lado que podemos chamar de "análise literária", ele acaba por superar expectativas, ao ponto de não permitir que eu deixe de tentar fazer com que você o leia. Bem, talvez esta seja a função mais nobre de alguém que vai comentar um livro.

Quando você assiste a um filme, com uma história incialmente criativa, mas que lhe parece simples e com um roteiro pouco desenvolvido, você espera que o livro seja um pouco melhor e que o autor tenha conseguido fazer algo que não foi expresso no filme. Com Carrie posso afirmar com certeza que você que assistiu apenas o filme não conhece realmente Carrie. É a mais cruel das maldições de King, os diretores e roteiristas ruins.

Apesar de ser o primeiro livro de Stephen King, ele vem tão completo e escrito de forma tão perfeita que todo o sucesso que o autor fez até hoje não poderia ter deixado de acontecer. A narrativa é feita de forma multifocal e inclui trechos onde é vista de diversos momentos cronológicos próximos porém distintos, que faz com que não fiquem falhas e tudo o que vai se passando formem imagens e ideias concretas no imaginário do leitor.

De início, todos já sabemos, de forma superficial, o final da história, onde o protagonista destruiria toda a cidade com seus poderes de telecinesia, afinal, isso não é mistério no enredo e sim a base para que venha a ocorrer a montagem da história em si. Então a obra se passa através de relatos diferentes: uma narrativa da história em si, trechos de "laudos cinetíficos" avaliando o que diz respeito aos poderes de Carrie, trechos do livro que a coadjuvante escreve após o evento e os trechos do inquérito policial que apurou o caso. Isso tudo montado de forma arquitetônica. Essa forma de escrever não deixa brechas em sentido algum na história e permite ter várias visões sobre o mesmo caso, que resulta em um mesmo fim. 

A forma como o "ataque" é escrito, é digno de reconhecimento! O acontecimento, que duraria pouquíssimos minutos no filme, no livro toma conta de cerca de 30% da obra. Todo o mistério dos poderes sobrenaturais, unido com um ar tenebroso, linguagem suja mas ao mesmo tempo bem trabalhada e uma forma de narrativa envolvente criada por Stephen King fazem da história da vida de Carrieta White, certamente, uma das melhores obras literárias já publicadas, em um texto de liguagem fácil e momentos complexos; 

Sem mais.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Entendendo Os Anonymous parte 2 - V de Vingança


Olá amigos, cá estou eu novamente para a segunda parte desta série de posts, quase de utilidade pública, sobre os famigerados Anonymous.
No post anterior falamos sobre Guy Fawkes, um revolucionário descontente com o "sistema" que queria mudar o rumo das coisas... que além de revolucionário, foi a grande inspiração para aquilo que será o tema do nosso post de hoje.

V de Vingança

V for Vendetta (no original) foi uma graphic novel, espécie de história em quadrinhos, criada por Allan Moore e publicada em meados de 1982 e 1983, que tinha como palco uma Inglaterra futurista e alternativa pós-guerra.
A cronologia da história começa em 1997, onde um partido totalitarista ascende ao poder após uma terrível guerra nuclear, instalando então uma ditadura, um regime fascista, assemelhando-se ao regime Nazista de Hitler, que teve uma grande parcela de "inspiração" para Moore, incluindo símbolos, cores e etc..
O regime fascista era baseado no nacionalismo (principal veia do fascismo em geral), onde se privilegiava os naturais Ingleses e heterossexuais, tentando assim padronizar toda a população da Inglaterra, onde os demais residentes, como imigrantes, homossexuais e pessoas que não seguiam os requisitos ditatoriais do regime eram expulsos do país ou mandados para campos de concentração. Dotados de total controle sobre a mídia, a política, e tudo sob forte censura, o governo totalitário moldava a opinião do povo, que temia seus governantes e se deixavam enganar. Diferentemente do regime Nazista de Hitler que caíra por terra, o regime fascista que Moore criou foi muito bem sucedido.
A história se passa no auge do regime, não tratando sobre a ascensão ao poder e sim sobre um presente onde o fascismo ja está muito bem instalado na Inglaterra, que ja é constituída quase 100% de Ingleses, sem imigrantes e com os campos de concentração ja desativados.
É nesse meio caótico que surge o Anarquista de codinome V.

Guy Fawkes, Anonymous e V.

V é um justiceiro anarquista que usa uma máscara estilizada de Guy Fawkes, referência irrefutável para criação do personagem, que busca acabar com o Estado através de ações diretas contra o mesmo, como assassinatos e ataques terroristas, as vezes até fazendo pensar se a causa de V é justa ou ele é apenas um louco... Moore deixou a dúvida no ar propositalmente para que as pessoas tirassem suas próprias conclusões.
V não tem sua identidade revelada e pouco se sabe sobre sua vida, o que se sabe é que V faz parte da minoria, inclusive tendo vivido em um campo de concentração, que acabou de forma trágica em um incêndio, inclusive queimando o corpo de V. Após a fuga do campo de concentração V vai em busca de vingança contra o sistema, visando acabar com a corrupção e a depravação do sistema, bem como despertar o senso crítico do povo e fazer com que o governo passe a temê-los.
Acho que nem preciso dizer o que o Anonymous tem a ver com isso não é mesmo?

Fiquem com trailer do filme baseado na história de Moore, que por sinal é muito bom e eu recomendo...


Assistam o trailer, complementa a história.


Muito bem, espero que tenham gostado, compreendido o texto e entendido as origens dos Anonymous e qual foram suas referências.
No próximo post vamos falar exclusivamente sobre os Anonymous, seus ideais e como você pode ser um Anônimo.



adaptado de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/V_(personagem)
http://pt.wikipedia.org/wiki/V_for_Vendetta
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