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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Não tente entender... Eu acho

        Existe uma coisa, que de certa forma se tornou corriqueira comigo depois deste blog. O Fato de às vezes eu parar e perceber que faz tempo que nada é escrito, que eu estou meio que “perdendo o jeito” e que algo precisa ser feito a respeito. O primeiro passo então é abrir o Word, o segundo é pensar em um assunto, o terceiro é me tocar que esse negócio de ter que pensar pra escrever é meio tosco e não se parece em nada comigo, o quarto é colocar uma música e o quinto é fechar o Word. Bem, não fechei dessa vez.

        Será que nada vai acontecer? Em alguns aspectos é interessante que realmente não aconteça mesmo, afinal, acontecer algo que afogue quem somos não é lá de todo uma maravilha, algo que destrua nosso coração e mesmo que apenas ele, esse é um dos medos quando “penso” que não consigo mais fazer algo que está em mim, como escrever sem pensar e no fim a incoerência das palavras não as tornarem exatamente burras.

        Façam muitos planos, mas, me deixem apenas ficar ali, na realidade nos agarramos uns nos outros mas estamos todos perdidos e ainda é cedo pra afirmar se seus planos ou a minha preocupação com não me preocupar é que está certo. E qual de nós demonstra realmente medo? E era desse tipo de parágrafo que eu estava falando no fim do segundo parágrafo.

        Não sei ao certo quais os alucinógenos que me fazem falta nesse momento, álcool, drogas... Tristeza... Nem sei bem por onde começar, como todas as outras vezes, estou sinceramente tentando não me acostumar em não ter algo a mais pra dizer, e me tornar apenas mais um que pensa saber mais do que realmente sabe, alguém que sabe ao certo a medida da maldade, dentre outras coisas que apenas pessoas muito comuns tem a incapacidade suficiente para acreditar que sabem.

        Tento desesperadamente dar um nó na minha cabeça, ao ponto de se tornar límpido ao refletir nessas palavras; fico feliz em não estar conseguindo, não pelas palavras, mas porque sei que ainda tenho a capacidade de não enlouquecer sem estar realmente ciente de que estou enlouquecendo e do quanto isso é bom. Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, e complicar o que as pessoas pensam que entendem, mas quem está realmente certo?

        Eu já fiz o que eles queriam, eu já acreditei no que diziam, mas as coisas mudam, e algumas só têm chances de se tornar reais após o momento em que você percebe o quanto os seres humanos em geral são burros e tem orgulho em não acreditar nisso, e quantos seres humanos existem entre as pessoas que você conhece.

        É quando a coragem não passa de medo da morte, e você consegue ver quem é o inimigo, e quem é você... Para o seu inimigo. Existem coisas que por mais que pareça não fazer sentido, lá no fundo, elas realmente não fazem muito sentido. Mas quem se importa? Aliás, pobre de quem se importa, vivemos em um mundo que não faz sentido, com coisas sem sentido, uma vida sem sentido, destinos e futuros sem sentido, justiça sem sentido, religiões sem sentido. E você ainda tem coragem de procurar algum sentido em alguma coisa?

        Eu é que não vou escrever algo com muito sentido, é como um espelho; pare de ler e vire-se em direção as coisas que acontecem na sua vida. Então você pode virar de volta para o que eu falo, e vir me dizer que o que as minhas palavras não fazem sentido em comparado a ela...

        Amanhã, acordarei assim como todas as outras vezes, após ter perdido algum tempo, e apenas isso, mas quanto tempo temos? Apenas expliquem-me as diferenças realmente importantes entre a tempestade e o sol dentre nuvens de uma manhã cinza. Expliquem-me a diferença entre o medo, e o medo de ter medo. Expliquem-me algo, pois eu cansei de tentar.

Fim

Achou o paragrafo final meio perdido no contexto? Pior que todo o resto?... Bem, eu desliguei a música. Obrigado R.R.








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