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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Entendendo Os Anonymous parte 1 - Guy Fawkes

Tudo que você precisa saber antes de sair falando merda.


Olá pessoal, resolvi fazer esse post com intuito de esclarecer algumas "dúvidas" que eu vi surgirem por aí, muitas vezes por falta de informação o pessoal acaba entendendo tudo errado e propagando o erro com frases do tipo: "Se eu fosse hacker eu queria ser do Anonymous" ou "Anonymous é um grupo de hackers" o que de fato não é (veremos nos próximos posts). Então, como eu não quero deixar nenhum leitor do Wômito a deriva, sendo arrastado por qualquer corrente de informações pouco confiáveis e falando asneiras até pelos cotovelos, aqui vai a primeira parte de uma série de posts (que eu ainda não sei quantos posts terão) sobre esses tão falados Anonymous.
Sem mais delongas, vamos a nossa primeira parte, que será sobre um cara chamado Guy Fawkes.


Guy Fawkes e a Conspiração da Pólvora.


Guy Fawkes foi um soldado inglês católico e especialista em explosivos que teve participação na Conspiração da Pólvora (Gunpowder Plot) que ocorreu na Inglaterra em 1605 e tinha por finalidade assassinar o Rei Jaime I e todos os membros do parlamento. Guy Fawkes era o responsável por armazenar 36 barris de pólvora em baixo do Parlamento do Reino Unido, para que fossem detonados durante sua inauguração, onde o Rei, sua família, parlamentares e aristocracia protestantes estariam reunidos. Como os conspiradores notaram que o ataque poderia matar pessoas inocentes e simpatizantes da causa que estariam também la reunidos, mandaram cartas avisando para que essas pessoas mantivessem distância do local, o que acabou caindo nos ouvidos do Rei, que ao mandar vasculhar o local acabou encontrando Fawkes com as mãos na massa.
Fawkes sendo preso

Fawkes foi preso e torturado, forçando-o a entregar os nomes de seus companheiros de conspiração. Ao fim de tudo, Fawkes e seus companheiros foram condenados a forca e executados sob acusação de traição e tentativa de assassinato.
Sua captura é celebrada até os dias de hoje no dia 5 de julho, quando ocorre a "Noite das Fogueiras" (Bonfire Night), onde há queima de fogos e uma espécie de "malhação de Judas" com bonecos representando Fawkes sendo queimados em fogueiras (a vá!). Também existem canções a respeito da história onde insinua-se que o Rei Jaime I tenha salvo a Inglaterra ao descobrir a conspiração.

Noite das Fogueiras (ou Noite de Guy Fawkes)


E qual a relação entre os Anonymous e Guy Fawkes?

Além da visível inspiração nos traç
os de Fawkes para a criação de seu símbolo máximo, a máscara (que será um dos assuntos do segundo post), existe também outro fator que os une...

Os ideais.

Fawkes era um revolucionário assim como os Anonymous, e não se calou diante da corrupção, aumento excessivo de impostos, perseguição aos católicos que sofriam com a reforma protestante e a depravação que era marca registrada no reinado de Jaime I, o rei que abusava do poder e usufruía e esbanjava luxo com o dinheiro dos impostos abusivos que era usurpado do povo decadente que sofria calado. A situação chegou ao limite com a filha de Jaime I, de apenas 9 anos, sendo declarada chefe de estado. Enquanto isso o povo oprimido se mostrava apático, sem coragem para lutar e assim o medo prevaleceu... O que acabou sendo o estopim para o início da conspiração da pólvora, e logo um grupo de
anônimos surgiu para tentar mudar o que julgavam errado, e lá estava Fawkes.
Os conspiradores foram mortos pela coroa, porém, destruir um ideal por completo é uma tarefa difícil, quase impossível. Frente aos constantes casos de corrupções na coroa Inglesa, Fawkes começou a renascer e o seu ideal de liberdade, de luta contra opressão, levantou-se novamente junto ao povo. Então os historiadores começaram a escrever uma segunda versão para História.... E foi dessa versão que surgiu a referencia ao personagem mascarado de codinome V da graphic novel de Allan Moore, que será o assunto do próximo post...

V de Vingança


adaptado de:
http://ahduvido.com.br/
http://pt.wikipedia.org

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SOPA, Megaupload e um jato de opressão

Não admitem que tenhamos espaço, voz, lugar onde podemos pelo menos tentar escapar do seu controle. É como sempre estamos cansados de repetir, o medo de quem tem poder é deixar alguém em liberdade. Agora chega até a internet.

Internet, o local menos afetado em todo o universo (tirando alguns planetas do sistema estelar em Beta de Órion) pelas mãos que controlam o nosso planeta a partir de um poder desmedido e esmagador perante a humanidade, poder esse que agora vem tentar sufocar a liberdade na WWW. Espero que vocês já tenham ouvido/lido falar sobre SOPA um projeto de lei criado pelo Digníssimo Sr. Lamar Smith (foto da postagem) que tem por finalidade, resumidamente:

A lei autorizaria o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e os detentores de direitos autorais a obter ordens judiciais contra sites que estejam facilitando ou infringindo os direitos de autor ou cometendo outros delitos e estejam fora da jurisdição estadunidense. O procurador-geral dos Estados Unidos poderia também requerer que empresas estadunidenses parem de negociar com estes sites, incluindo pedidos para que mecanismos de busca retirem referências a eles e os domínios destes sites sejam filtrados para que sejam dados como não existentes”.

Ou seja, proporcionar mecanismos para filtrar e escolher o que pode e o que não pode ser inserido na internet, atacando as bases legais dos sites e detonando com a liberdade de expressão por parte de todos os usuários de todos esses sites (nós né), e essa é só a ponta do Iceberg.

Bem, esse foi o início do processo em que o governo americano tira as mãos dos bolsos, o sorriso sarcástico e falso do rosto e mostra suas garras tiranossáuricas para o lado da liberdade na internet. Talvez alguns de vocês não lembrem, mas a cerca de um ano, foi tirado do ar o programa Limewire que fazia a mesma função de outros como Emule e Ares que processam compartilhamento de arquivos de mídia entre usuários logados ao mesmo tempo, o que pra maioria dos usuários significa “baixar músicas”.

Ontem (20/01/2012), veio o outro passo, acabar com o MegaUpload, mas não vou ficar explicando essa história pois espero que todos já estejam cansados de saber a respeito, afinal esperamos que os nossos leitores façam algo na internet além de baixar filmes e jogos de computador, ops, até quem só faz isso na internet já deve saber, então não tem desculpa pra eu falar mais sobre isso.

Anonymous, O grupo de Hackers preferidos do mundo digital que preza pela liberdade e quer ver esses abutres opressores se fodendo, realizou alguns ataques em determinados sites logo após o fechamento do MegaUpload, o que na minha humilde opinião foi pouco, e tenho esperanças de que as coisas só piorem para todos os envolvidos no processo de inserção de Cabresto no mundo dos internautas.

Enfim, a postagem só mantém algumas informações atuais do que está apenas começando, fiquem atentos, e tratem de não deixar a liberdade morrer. O meu apelo é par que você, que diferente de mim entende de programação ou algo do gênero, crie sites e mecanismos pra foder com esse sistema maldito que fortalece a falta de liberdade, espero que o MegaUpload seja só mais uma Hidra de Lerna, e seu sistema se multiplique, tornando-se uma praga incontrolável.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Off


Quando paro pra pensar que já estamos há quase dois anos aqui, penso em todas as palavras que deixei de colocar no papel, todas as idéias que não deixaram de ser apenas um delírio e os sentimentos que ainda não se transformaram em letras. E tenho que confessar que a preguiça controla boa parte da minha vida. Tenho preguiça de escrever, viver e até sentir. E não me venha com “auto-ajuda”, porque quando você tem uma vida tão conturbada preguiça é artigo de luxo. Sei lá!

Talvez eu esteja cansado ou até entediado, sinto que estou ficando cada vês mais chato. É quando começo a lembrar da adolescência e bate aquela puta saudade, vsf! O que eu faço com essa vontade de tocar o foda-se? Parece que cada semana é pior e o sábado já não consegue absorver o meu estresse e nem o álcool e todas as drogas licitas me fazem desligar desta rotina infernal.

Só queria não precisar escolher aonde vou, o que vou comer e vestir. Alguns podem chamar isso de preguiça, mas eu chamo isso de liberdade. A liberdade não é escolher o que quiser, talvez a verdadeira liberdade seja não precisar escolher coisa alguma.

Sinto-me acorrentado a todos os compromissos e preso pela minha própria honra, busco na fantasia dos livros e no lado sobrenatural da vida uma forma de fugir da realidade. E tento me perder com meus fones de ouvido. Enfim! Se perguntarem por mim, me procurem entre as músicas do Bob Dylan.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Não tente entender... Eu acho

        Existe uma coisa, que de certa forma se tornou corriqueira comigo depois deste blog. O Fato de às vezes eu parar e perceber que faz tempo que nada é escrito, que eu estou meio que “perdendo o jeito” e que algo precisa ser feito a respeito. O primeiro passo então é abrir o Word, o segundo é pensar em um assunto, o terceiro é me tocar que esse negócio de ter que pensar pra escrever é meio tosco e não se parece em nada comigo, o quarto é colocar uma música e o quinto é fechar o Word. Bem, não fechei dessa vez.

        Será que nada vai acontecer? Em alguns aspectos é interessante que realmente não aconteça mesmo, afinal, acontecer algo que afogue quem somos não é lá de todo uma maravilha, algo que destrua nosso coração e mesmo que apenas ele, esse é um dos medos quando “penso” que não consigo mais fazer algo que está em mim, como escrever sem pensar e no fim a incoerência das palavras não as tornarem exatamente burras.

        Façam muitos planos, mas, me deixem apenas ficar ali, na realidade nos agarramos uns nos outros mas estamos todos perdidos e ainda é cedo pra afirmar se seus planos ou a minha preocupação com não me preocupar é que está certo. E qual de nós demonstra realmente medo? E era desse tipo de parágrafo que eu estava falando no fim do segundo parágrafo.

        Não sei ao certo quais os alucinógenos que me fazem falta nesse momento, álcool, drogas... Tristeza... Nem sei bem por onde começar, como todas as outras vezes, estou sinceramente tentando não me acostumar em não ter algo a mais pra dizer, e me tornar apenas mais um que pensa saber mais do que realmente sabe, alguém que sabe ao certo a medida da maldade, dentre outras coisas que apenas pessoas muito comuns tem a incapacidade suficiente para acreditar que sabem.

        Tento desesperadamente dar um nó na minha cabeça, ao ponto de se tornar límpido ao refletir nessas palavras; fico feliz em não estar conseguindo, não pelas palavras, mas porque sei que ainda tenho a capacidade de não enlouquecer sem estar realmente ciente de que estou enlouquecendo e do quanto isso é bom. Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, e complicar o que as pessoas pensam que entendem, mas quem está realmente certo?

        Eu já fiz o que eles queriam, eu já acreditei no que diziam, mas as coisas mudam, e algumas só têm chances de se tornar reais após o momento em que você percebe o quanto os seres humanos em geral são burros e tem orgulho em não acreditar nisso, e quantos seres humanos existem entre as pessoas que você conhece.

        É quando a coragem não passa de medo da morte, e você consegue ver quem é o inimigo, e quem é você... Para o seu inimigo. Existem coisas que por mais que pareça não fazer sentido, lá no fundo, elas realmente não fazem muito sentido. Mas quem se importa? Aliás, pobre de quem se importa, vivemos em um mundo que não faz sentido, com coisas sem sentido, uma vida sem sentido, destinos e futuros sem sentido, justiça sem sentido, religiões sem sentido. E você ainda tem coragem de procurar algum sentido em alguma coisa?

        Eu é que não vou escrever algo com muito sentido, é como um espelho; pare de ler e vire-se em direção as coisas que acontecem na sua vida. Então você pode virar de volta para o que eu falo, e vir me dizer que o que as minhas palavras não fazem sentido em comparado a ela...

        Amanhã, acordarei assim como todas as outras vezes, após ter perdido algum tempo, e apenas isso, mas quanto tempo temos? Apenas expliquem-me as diferenças realmente importantes entre a tempestade e o sol dentre nuvens de uma manhã cinza. Expliquem-me a diferença entre o medo, e o medo de ter medo. Expliquem-me algo, pois eu cansei de tentar.

Fim

Achou o paragrafo final meio perdido no contexto? Pior que todo o resto?... Bem, eu desliguei a música. Obrigado R.R.








domingo, 8 de janeiro de 2012


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O tempo não para


Eu posso cair, eu posso me machucar, mas você nunca vai me ver desistir, pois as feridas cicatrizam e preparam minha pele pra próxima queda. Um autoflagelo... Mais do que isso, são as minhas escolhas, mesmo que erroneas, moldando meu carater. Por que as vezes é preciso errar pra saber o que é o certo, é preciso cair pra saber por onde caminhar, se entregar por inteiro naquilo que você acredita, -meia felicidade é muito pouco pra mim-, ou você se doa a um ideal e corre atrás, ou você simplesmente vê sua vida passar enquanto você faz planos para o próximo verão, "dessa vez vai ser diferente". Podem me chamar de louco... mas prefiro ser louco, que infeliz. Prefiro me supreender todo dia, do que nunca ver um novo amanhecer. Prefiro deitar na minha cama a noite com um sorriso no rosto, do que com lágrimas nos olhos. Prefiro viver!
E cada vez que o dia acaba você se pergunta "até quando?", vivendo essa vida de merda, fazendo o que não gosta, matando a si próprio pouco a pouco, se tornando alguem que você nunca quis ser... pra simplismente morrer, sem nunca ter de fato vivido. Os dias são sempre iguais porque você não faz nada pra que eles sejam melhores!
Mas a busca pela felicidade é algo que realmente assusta quando você para pra pensar, eu devia simplismente jogar tudo pro auto e trocar o certo pelo incerto? mesmo que o certo seja uma vida de merda, ainda é uma merda de zona de conforto, la fora a coisa fede muito mais eu aposto... então pra que trocar uma vida pra buscar algo que eu possa não encontrar? é melhor deixar pra amanhã, agora tenho uma pilha de trabalho pra fazer.
E o tempo passa e você nem percebe, pois tudo que você vê e sente é o mesmo desde sempre... e continua.
O relógio não para... e a contagem é regressiva.


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