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Porque palavras não se falam... se Vomitam

domingo, 13 de novembro de 2011

As crônicas de um forasteiro solitário.


Amarrar os sapatos, fechar os olhos e acender um cigarro. É quando a complexidade da sua própria rotina arranca pequenos pedaços da sua frágil sanidade. Talvez o segredo esteja em apreciar os detalhes, ou até admirar a beleza de cada defeito. Ignorar a perfeição e destilar cada problema, ou até desvendar o segredo de uma lágrima. Peço que desculpem as minhas palavras, pois são apenas vitimas da minha excêntrica embriagues. Porém seria muita arrogância de minha parte tentar censurar alguma coisa. É! Acabei de fugir do assunto.

Então largo minha arma sobre a mesa, com apenas uma bala na agulha. Pois para o que pretendo fazer uma bala é mais que o suficiente. Agora vejo que sou covarde de mais para morrer aos poucos. Talvez deixar os problemas para trás e estourar os miolos de uma só vez, seja o melhor a se fazer. Poupar a todos de conviver com a arrogância que corre em minhas veias.

É neste momento que levo a arma até a cabeça, e realmente quando você está tão perto da morte que as coisas começam a fazer sentido. Ao fechar os olhos e dar o último suspiro, então a fraqueza que me atormenta insiste em me seduzir. Covardia de destruir o monstro que eu mesmo criei, ou seria o destino que tirou o meu dedo do gatilho. Eu não sei! Então, jogo a arma sobre a mesa e acendo mais um cigarro ...




Pois esta noite eu não escolhi viver e sim continuar existindo.

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