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Porque palavras não se falam... se Vomitam

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Abre Aspas "



Madrugada. Escuro. Cama. Mente aberta. Pensamentos vagos. Sonhos tolos. Cenas impossíveis. Independente do que eu faça, eu não consigo fugir.  É mais forte do que eu. Toda essa calma, esse “mundo de ninguém”, me fascina. Pensando bem, eu não quero fugir. É extraordinário ter o tempo que quiser pra pensar em quê quiser sem nenhum tipo de incômodo — a não ser aqueles seres sanguinários conhecidos como “pernilongos” que ficam voando ao seu redor e tirando a sua paciência com aquele barulho infernal —. Essa dádiva conhecida como madrugada acaba se tornando, para quem sabe como aproveitar, uma “segunda vida”. Foda-se o sono. Fodam-se os olhos fechando. Fodam-se as tarefas. Essa é a única parte do dia que eu posso imaginar qualquer coisa que me faça feliz, e ainda por cima ter a tranquilidade necessária para poder reproduzi-las de uma forma que pareça real até para mim. Tão real que eu possa lembra-las no futuro como se fossem apenas boas lembranças de um passado distante. Até porque se fosse para viver das lembranças reais eu me jogaria da primeira ponte que eu avistasse. Enfim, por mais que eu saiba o quão utópicos são esses sonhos, eles me fazem bem. Fazem-me sorrir feito um idiota. Talvez eu seja um idiota. Mas eu não consigo fugir. Eu não quero fugir. Eu não conseguiria viver só com essa coisa chata que fica exposta com a luz do dia. Essas pessoas sem personalidade com a sua vidinha medíocre, suas ideias medíocres, normalmente criadas a partir da opinião que eles veem nos últimos minutos do Jornal Nacional enquanto esperam o inicio da sua tão sagrada novela das 9. Pessoas que criam personagens de acordo com as suas necessidades. Pessoas  tão repugnantes a ponto de brincar com alguém apenas pra inflar o próprio ego. Ferir somente por prazer. Eu não quero esse mundo. Eu preciso sonhar. Preciso de um lugar só meu. Pra isso serve a madrugada. Eu não consigo fugir. Eu não quero fugir. Eu não vou fugir. Fecha Aspas "

 --> Por. Ramon Artner;

Um comentário:

  1. Já li esse texto muitas vezes antes, e ramon, você é foda (e chato, bobo, bocó, burro, retardado mas te amo mesmo assim) bjs com glitter rsrs

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