...

Porque palavras não se falam... se Vomitam

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Iris


E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois sei que você me sente de alguma forma
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora

E tudo que eu sinto é este momento
E tudo que eu respiro é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará
E eu não quero sentir sua falta esta noite

E eu não quero que o mundo me veja
Porque não creio que eles entenderiam
Quando tudo estiver destruído
Eu só quero que você saiba quem eu sou

E não dá para lutar contra lágrimas que não vêm
Ou o momento da verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas para saber que está vivo



Eu só quero que você saiba quem eu sou ♪♫

sábado, 26 de novembro de 2011

O Peixe-Babel e a Inexistência de Deus


É sim “ O peixe-babel”, disse o Guia do Mochileiro das Galáxias, baixinho, “é pequeno, amarelo e semelhante a uma sanguessuga, e é provavelmente a criatura mais estranha em todo o universo. Alimenta-se da energia mental, não daquele que o hospeda, mas das criaturas ao redor dele. Absorve todas as frequências mentais inconscientes dessa energia mental e se alimenta delas, e depois expele na mente do seu hospedeiro uma matriz telepática formada pela combinação das frequências mentais conscientes com os impulsos nervosos captados dos centros cerebrais responsáveis pela fala do cérebro que os emitiu. Na prática, o efeito disso é o seguinte: se você introduz no ouvido um peixa-babel, você compreende imediatamente tudo o que lhe for dito em qualquer língua. Os padrões sonoros que você ouve decodificam a matriz de energia mental que o peixe-babel transmitiu para a sua mente.
Ora, seria uma coincidência tão absurdamente improvável que um ser tão estonteamente útil viesse a surgir por acaso, por meio da evolução das espécies, que alguns pensadores veem no peixe-babel a prova definitiva da Inexistência de Deus
O raciocínio é mais ou menos o seguinte: ‘Recuso-me a provar que eu existo’ Diz Deus, ‘pois a prova nega a fé, e sem fé não sou nada’
Diz o Homem: ‘Mas o peixe-babel é uma tremenda bandeia, não é? Ele não poderia ter evoluído por acaso. Ele prova que você existe, portanto, conforme o que você mesmo disse, você não existe. QED* (Do latim quod erat demonstrandum, como queríamos demonstrar).
Então Deus diz: ‘Ih, não é que eu não tinha pensado nisso?’ E imediatamente desaparece, numa nuvenzinha de lógica.
‘Puxa, como foi fácil’, diz o homem, e resolve aproveitar e provar que o preto é branco, mas é atropelado ao atravessar fora da faixa de pedestres.
A maioria dos teólogos acha que este argumento é uma asneira, mas foi com base nele que Oolon Culluphid fez uma fortuna, usando-a como tema central de seu best-seller, ‘Sai dessa Deus’.
Enquanto isso, o pobre peixe-babel, por derrubar os obstáculos à comunicação entre os povos e culturas, foi o maior responsável por guerras sangrentas, em toda a história da criação

O Guia do Mochileiro das Galáxias, P. 51/52, ADAMS, Douglas

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Abre Aspas "



Madrugada. Escuro. Cama. Mente aberta. Pensamentos vagos. Sonhos tolos. Cenas impossíveis. Independente do que eu faça, eu não consigo fugir.  É mais forte do que eu. Toda essa calma, esse “mundo de ninguém”, me fascina. Pensando bem, eu não quero fugir. É extraordinário ter o tempo que quiser pra pensar em quê quiser sem nenhum tipo de incômodo — a não ser aqueles seres sanguinários conhecidos como “pernilongos” que ficam voando ao seu redor e tirando a sua paciência com aquele barulho infernal —. Essa dádiva conhecida como madrugada acaba se tornando, para quem sabe como aproveitar, uma “segunda vida”. Foda-se o sono. Fodam-se os olhos fechando. Fodam-se as tarefas. Essa é a única parte do dia que eu posso imaginar qualquer coisa que me faça feliz, e ainda por cima ter a tranquilidade necessária para poder reproduzi-las de uma forma que pareça real até para mim. Tão real que eu possa lembra-las no futuro como se fossem apenas boas lembranças de um passado distante. Até porque se fosse para viver das lembranças reais eu me jogaria da primeira ponte que eu avistasse. Enfim, por mais que eu saiba o quão utópicos são esses sonhos, eles me fazem bem. Fazem-me sorrir feito um idiota. Talvez eu seja um idiota. Mas eu não consigo fugir. Eu não quero fugir. Eu não conseguiria viver só com essa coisa chata que fica exposta com a luz do dia. Essas pessoas sem personalidade com a sua vidinha medíocre, suas ideias medíocres, normalmente criadas a partir da opinião que eles veem nos últimos minutos do Jornal Nacional enquanto esperam o inicio da sua tão sagrada novela das 9. Pessoas que criam personagens de acordo com as suas necessidades. Pessoas  tão repugnantes a ponto de brincar com alguém apenas pra inflar o próprio ego. Ferir somente por prazer. Eu não quero esse mundo. Eu preciso sonhar. Preciso de um lugar só meu. Pra isso serve a madrugada. Eu não consigo fugir. Eu não quero fugir. Eu não vou fugir. Fecha Aspas "

 --> Por. Ramon Artner;

domingo, 13 de novembro de 2011

As crônicas de um forasteiro solitário.


Amarrar os sapatos, fechar os olhos e acender um cigarro. É quando a complexidade da sua própria rotina arranca pequenos pedaços da sua frágil sanidade. Talvez o segredo esteja em apreciar os detalhes, ou até admirar a beleza de cada defeito. Ignorar a perfeição e destilar cada problema, ou até desvendar o segredo de uma lágrima. Peço que desculpem as minhas palavras, pois são apenas vitimas da minha excêntrica embriagues. Porém seria muita arrogância de minha parte tentar censurar alguma coisa. É! Acabei de fugir do assunto.

Então largo minha arma sobre a mesa, com apenas uma bala na agulha. Pois para o que pretendo fazer uma bala é mais que o suficiente. Agora vejo que sou covarde de mais para morrer aos poucos. Talvez deixar os problemas para trás e estourar os miolos de uma só vez, seja o melhor a se fazer. Poupar a todos de conviver com a arrogância que corre em minhas veias.

É neste momento que levo a arma até a cabeça, e realmente quando você está tão perto da morte que as coisas começam a fazer sentido. Ao fechar os olhos e dar o último suspiro, então a fraqueza que me atormenta insiste em me seduzir. Covardia de destruir o monstro que eu mesmo criei, ou seria o destino que tirou o meu dedo do gatilho. Eu não sei! Então, jogo a arma sobre a mesa e acendo mais um cigarro ...




Pois esta noite eu não escolhi viver e sim continuar existindo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Superego causado pelas curvas atrofia o cérebro?



Sabe, analisando e pensando friamente, chego à conclusão de que a personalidade feminina, na maioria dos casos, tem muito a ver com algum tipo de impulso eletromagnético diretamente relacionado às formas e volumes de pontos estratégicos dos seus corpos, fazendo com que as proporções entre essas características relacionem-se com o aumento da futilidade nas mesmas. Deixando mais claro, as garotas de hoje, na medida em que ganham forma e ficam gostosas, vão ficando mais retardadas e boçais.

Como sempre não generalizando, mas falando com toda a certeza sobre a maioria, ou grande maioria dos casos. É isso que vem acontecendo. Antes, nós homens éramos encarados como “galinhas” e afins, não que isso esteja errado, a humanidade em si é uma raça que pode levar esses títulos, mas hoje, as garotas definitivamente estão ganhando essa briga.

E tudo começa a partir de um item, o quanto ela é gostosa (Garota com corpo de acordo com o padrão da mídia de mulher ideal). Pra ser mais específico, esse post fala mais diretamente para determinado item: Garotas antes legais e interessantes, que ficam gostosas e vão virando vadias com cérebro de ervilha por isso.

Isso me deixa meio melancolizado, porque as coisas vêm se invertendo, os ciclos estão meio bagunçados, todos já sabemos disso, e hoje eu vim falar da parte do ciclo denominada “ganhei bunda, sou gostosa, quero dar pra caralho”. O ciclo já começa errado aos cinco anos quando as mães passam batom vermelho na boca das garotinhas, e compram celulares ao invés de bonecas, mas esse é um assunto pra outro post. Enfim, na pré-adolescência, algumas (leiam bem... ALGUMAS) garotas começam perceber o quanto pessoas com conteúdo são interessantes, e começam a ganhar algo nesse sentido, começam formar personalidades interessantes, ganhar conhecimento e valor próprio.

Quando elas estão tornando-se o princípio de mulheres de verdade, não pelo corpo, mas pela cabeça, vem então a parte do corpo propriamente dito. Pernas ficando mais rígidas e coxas mais grossas, bunda empinando, peitos crescendo, calções encurtando, batom envermelhando, e os antes (por elas mesmas) tão criticados “filhos da puta” vão se aproximando, e normalmente são elas mesmas que os chamam pra si.

Garota dos livros torna-se garota dos skatistas, garota do rock torna-se garota que desce até o chão, garota dos “papos-cabeça” torna-se garota dos porres públicos e aquelas garotas que eram boas companhias para alguns, viram apenas mais uma vadia para outros.

Bem, o resto da história todos já sabem, a ideia é não se alongar no assunto, apenas fazer com que comecem analisar também, e depois tenham a coragem e hipocrisia de dizer que eu não tenho razão; até porque é lamentável ver garotas de certa forma respeitáveis se tornando só mais uma vadia na lista da humanidade. Só sei que o tempo não volta atrás, aconteça o que acontecer, nada vai apagar o que você faz e fez, e vão ser putas eternas nas cabeças de quem se aproveitou dessas suas fases.

Sabe, ainda bem que não tenho e nunca vou ter peitos, porque se for algo biológico como os impulsos eletromagnéticos que comem o cérebro a partir das saliências corporais, eu não quero passar por isso.

sábado, 5 de novembro de 2011

Abre Aspas " Algumas palavras.


"Para sobreviver, nos agarramos a tudo que sabemos e compreendemos, e criamos nossa realidade. Mas conhecimento e compreensão são palavras ambíguas, essa realidade poderia ser uma ilusão. Humanos vivem fazendo suposições erradas." - Masashi Kishimoto

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

7 Bilhões de Pessoas no Mundo


Rolo 29, Sexto Verso:
Tenha cuidado com a besta humana
Pois é o instrumento do Diabo
É o único entre os primatas de Deus
Que mata por diversão, por cobiça, ou por avareza
Sim, assassinará seu irmão para tomar posse de sua terra
Não deixe que se reproduzam em grande número
Pois transformará em deserto a sua casa
Evitem-no
Não os deixem sair de sua morada na selva
Pois é o presságio da morte

7 bilhões de pessoas no mundo
E eu ainda não vi nenhum motivo pra comemorar.


adaptado de "The Planet Of The Apes (1968)"
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