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Porque palavras não se falam... se Vomitam

sábado, 24 de setembro de 2011

#CadeoRocknRoll


E mais uma vez, o povo mostrando ao mundo como a mídia engole tudo o que vê pela frente, e repassa aos soldados da forma com quer... Então eles dizem “sim senhor”... Vamos ao ROCK in Rio Ouvir Jay-Z, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Maria Gadú, NX Zero (E Seus Rappers) Katy Perry, o Rappa...
Mais uma jogada comercial com o objetivo de vender, lucrar e ver um país sendo feito de Otário, porque é isso que eles querem e é isso que eles fazem, colocar as coisas nas suas cabeças e fazê-los acreditar no que eles querem que acreditem, assim vão contaminando tudo. Enfim, Roqueiros de verdade, não me envergonhem.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dar bebida... e ver o que acontece




E curte as festas com a sua galera
E ela dá show com seu rebolado
Adora ser venerada e sentir alguém desejando seu corpo
E a galera dá bebida pra ver o que acontece
E ela dá gritos histéricos de energia
As garotinhas acham que cresceram
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E ela dá demonstração de quanto ama seus amiguinhos
Porque amigos de garotas sem conteúdo adoram vê-las beber
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E ela dá beijinhos e abraços
E como tudo parece tão bonito quando é tão falso
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E da vertigem por ver aquelas luzes alcoólicas
A festa se resume em beber, e as luzes são apenas essas
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E no outro dia vão lembrar de como ela "arrasou"
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E dá vontade de beber mais e perder a cabeça
Porque parecer vadia é tão legal
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E dá vontade de ver o mundo girar mais rápido
Porque agora ela é o centro dele
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E ela dá um show mostrando o corpo
É só por isso que os garotos estão ali
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E dá ânsia em vomitar
E amanhã todos saberão, porque ser assim está na moda
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E ela dá demonstração de como transformar garotas em idiotas
E me faz lembrar como tantas são assim
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
Depois vai culpar a bebida que deram, pra justificar o que fez...
E a galera não dá nada sem querer algo em troca
E a galera dá mais bebida pra ver o que acontece
E ela dá... bem.... 

Por: Cleber Artner
Co-Produção: Leonardo Zibetti
Revisão Final: Leonardo Brito

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Parte 3 - A Garota



Ela lavava suas mãos, e mais uma vez, o sangue escorria pelos seus dedos, caía sobre a pia branca e respingava em seus potes de creme que ficavam atrás da torneira, algo para o cabelo, rosto e todo o corpo, com aromas de sândalo. O líquido vermelho descia pelo ralo, se homogeneizando com a água que o acompanhava e contrastando com seus dentes brancos, cujo sorriso de satisfação mostrava refletindo-se no espelho, assim como os seus olhos esmeralda.
Passava as mãos ainda molhadas sobre o cabelo, levando os fios louros da testa para trás, ainda com o sorriso no rosto, e começava a abrir o terno justo que estava usando, esse também com várias manchas de sangue, tirou-o todo, e jogou no canto do banheiro. Seu lingerie branco se confundia com a própria pele, porém a segunda levemente mais rosada, e com algumas sardas no peito. A primeira não era nada que equivalesse com alguém manchada de sangue de um homem, como ela estava, muito pelo contrário, a brancura do tecido e os poucos detalhes davam um tom de meninice ao seu corpo bem desenhado.
Retornou ao quarto, as paredes “musgo-claro”, duas lâmpadas brancas no canto do teto, envolvidas por um globo de vidro trabalhado, que desenhava estrelas com a luz em alguns pontos da parede. Abriu seu guarda roupas, e no espelho da porta haviam figuras coladas, a boca do Kiss, com uma língua avermelhada, uma caveira totalmente branca, e outras que não puderam ser notadas pela velocidade com que fechou a porta após pegar a camisola preta, com rendas brancas, e colocar delicadamente ao corpo.
Foi até a janela que estava aberta, sentiu o frio congelante ao rosto, e as luzes três andares abaixo estavam transformadas em raios esbranquiçados e sem nitidez pela neblina. Na calçada, avistava a sombra de um rapaz que caminhava de vagar, e sozinho, em meio aquele gelo negro da noite, acompanhou seus passos por alguns instantes, até desaparecer no contraste do nevoeiro.
Fechou a janela, e deitou-se na cama. Puxou para si o cobertor negro, apertou bem ao pescoço, e ficou olhando para cima, o apanhador de sonhos pendurado no teto, acima da sua cabeça. Fechou os olhos, e não sonhou com nada.
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