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Porque palavras não se falam... se Vomitam

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Filosofia Alcoólica #2


E você vive mutilado, se afogando na hemorragia dos seus sentimentos. Ao mesmo tempo, a ganância lhe soterra em um deserto. Onde as suas próprias lágrimas não podem lhe seguir. Talvez você já não tenha mais tempo, e nem sentimentos. Deixando que o futuro manipule os seus pensamentos. Viver a tortura de uma abstinência de hipocrisia. Ou apenas, delirar em um romantismo alucinógeno.

E você já não teme a morte, às vezes chega até a desejá-la.


sábado, 20 de agosto de 2011

Vida...


Superficialmente ela pode caber em 400×226 pixels

Para alguns, pode ir muito além...

Faça valer a pena... ...




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

São Mateus do Sul, Rosa de Saron, Religião e Morte

Nesse ultimo domingo que passou, fomos a um show em São Mateus do Sul (PR), eu, o Leonardo, o Ricardo, o Ramon e o Douglas. Era na verdade uma festa de igreja, e como fechamento tinha o show do “Rosa de Saron”, e por isso fomos. É então que você pensa, “Porra, o pessoal do Wômito em show religioso, blá, blá, blá...”. Bem, temos nossos “lados religiosos” diferentes do habitual, inclusive, diferentes entre os próprios membros do blog, porém, como todos sabem não somos hipócritas, e gostamos do que nos agrada, não do que a sociedade coloca na sua sacolinha de compras para ter uma personalidade foda. E pra quem não conhece, a banda é realmente muito boa, nada apelativa, e deveria servir de exemplo para essa massa de “bandinhas de rock vazias” e mostrar que música vai muito além de estufar o peito e dizer que toca guitarra.

Sobre falar de religião, acredito que vá ser um assunto muito raro nesse blog, preferimos falar aqui sobre filosofia e formas de pensar, a questão “fé” é muito própria de cada ser humano, e se existe algo deplorável é quem tenta impor a sua a alguém.

Mas a ideia de escrever isso deriva de uma música que faz parte do show, e que liga todos esses pontos que eu disse até agora. Menos de um segundo. Acredito que fala sobre a razão da religião e da fé para a humanidade, afirmo com convicção que fé e morte são inerentes uma à outra. E é sobre isso que a música fala. Morte, pessoas que simplesmente deixam esse mundo, e em menos de um segundo passam a deixar de fazer parte da vida física de quem as ama e tornam-se momentos e lembranças.

Pra mim, é a isso que todas as religiões se ligam, o mistério da morte. Que para algumas delas não é necessariamente o mistério, pois já relatam tudo o que vai acontecer pós-morte (deixo de fazer comentários sobre essas crenças). Mas com certeza, é movida pelo fato de algum dia a vida acabar essa necessidade que está na essência humana de crer em seres ou mundos superiores, então, quando muitas pessoas começam a compartilhar as mesmas ideias a respeito desses assuntos, surgem as religiões.

Eu particularmente deixo as perguntas “de onde viemos?”, e “por que estamos aqui?” de lado. Mas o “Pra onde vamos?” é que deixa as mentes das pessoas em um estado de pane muitas vezes, mesmo que você seja ateu, se você nunca parou pra pensar o que vai acontecer com o seu próprio pensamento quando você morrer, desculpe, mas a sua cabeça é fraca. Se tudo acaba pra você, como vai saber que tudo acabou?

Enfim, ficamos com as nossas crenças, e a única que eu posso confiar é a que me diz que eu só saberei o que vem depois quando eu estiver lá, e não pretendo ir tão cedo, ainda tenho muito a fazer por aqui, até lá, bem, vamos ouvir rock, rosa de Saron, e alternar entre café e álcool.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Neve, A


Quando a temperatura interna de uma nuvem está entre -10 C e -30 C, formam-se flocos de gelo que ao atingir certo peso vem verticalmente em direção ao solo, quando a temperatura até a chegada ao solo está igualmente baixa, próximo de 0 C, esses flocos mantém a consistência, começando assim a cair de forma irregular e não totalmente direcionados à terra como ocorre na chuva e proporcionando um fenômeno raro em nosso país. A isso damos o nome de Neve.

E hoje, aos meus 20 anos, por volta da 13:20, durante cerca de 10 minutos eu vi a dita “neve” pela primeira vez. Nada comparado aos filmes ou a vida próxima aos polos, mas o bastante para ter uma sensação de ver seu desejo de criança sendo saciado na própria pele, um sentimento que para muitos pode parecer simples, mas para alguns como eu é tão complexo que se torna difícil descrever gramaticalmente.

Quando se vive no sul do país, em uma região húmida de planalto, o frio é um constante no nosso dia-a-dia, consideramos temperaturas como 20 C ótima e relativamente quente. Mas frio ao ponto de nevar é algo digno de memória, não tanto o frio, afinal, esse ano já fizeram temperaturas bem mais baixas, (houve registro de -6 C) mas sim toda a sequencia de fatores que propiciam esse fato.

Além de registrar isso aqui, venho também expressar a minha satisfação por ter visto além da neve, as pessoas que estavam comigo olhar para o céu como crianças por alguns minutos, pessoas que durante algum momento param com suas vidas regradas de negócios e trabalho e se deixam levar por um fenômeno da natureza, como se esquecessem de tudo aquilo pelo que passam suas vidas se preocupando.

Queria ver esse tipo de coisa com mais frequência, espero que isso aconteça, e que a humanidade pare suas guerras, seu trabalho, sua tecnologia, sua politica, seu consumismo e tudo pelo que existem, e deixem simplicidades da natureza, como o voo de um inseto ou o germinar de uma semente tomar conta dos seus espíritos por alguns instantes. E fazer com que seus olhos tornem-se olhos de crianças novamente.

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