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Porque palavras não se falam... se Vomitam

domingo, 24 de julho de 2011

Clube dos 27

23 de julho de 2011, morre Amy Winehouse, com seus 27 anos de idade, o que nos lembra uma antiga história há um tempo adormecida, o Clube dos 27, esse que vos escreve não a considera um membro de elite deste, e espera que não seja assim considerada, pois os grandes nomes do clube dos 27 são, na minha visão, muitos mais influentes e significativos do que o dela, mas esse fato faz com que venha trazer um pouco dessa “história”, se podemos chamar assim, até vocês.

Temos conhecimento sobre diversas “coincidências” da história humana, está aí outra que merece respaldo, mesmo não sendo considerada exatamente coincidência por algumas pessoas, são dados que aguçam nossa mente ou no mínimo soam interessantes aos nossos sentidos. E esse é o clube dos 27, a história dos grandes músicos, mais precisamente roqueiros, que morrem aos seus 27 anos. Algumas dessas mortes não foram explicadas até hoje, o assunto já foi tema de matérias e livros como 27s: The Greatest Myth of Rock & Roll”, dentre outros, cerca de 34 membros do Rock and Roll morreram com essa idade, mas temos os 6 mais notórios, cuja lista será apresentada agora, que assim como o rock, tem sua raiz no Blue com Robert Johnson.


Robert Johnson (08/05/1911 – 16/08/1938)

“O maior cantor de blues de todos os tempos”, assim ficou conhecido por quem o sucedeu no mundo do rock, mas no mundo dos mortais tinha a fama de “homem que vendeu a alma ao diabo para se tornar um mestre da guitarra”, que ganhou força com diversas letras fazendo menção a isso, como “Crossroads Blues” (que acabou se tornando um filme em 1986) onde falava sobre o seu encontro com o demônio em uma encruzilhada.

Influenciou músicos como Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Bob Dylan, e também acabou ganhando mais o subtítulo de avô do rock and Roll. Ninguém tem certeza sobre a sua morte, histórias relatam casos de assassinato, sífilis e até whisky envenenado.


Brian Jones (28/02/1942 – 03/07/1969)

Um dos criadores da banda, Rolling Stones. Foi ele quem convidou Jagger e Richards, em 1962, para formar uma banda, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no trecho de uma canção de Muddy Waters que dizia: "pedras rolantes não criam musgo…". Assim criaram uma das maiores bandas da história do Rock.

Mas como era tradicional entre os grandes roqueiros da época, Brian aderiu ao uso desregrado de drogas, o que lhe valeu o desprendimento do grupo em 8 de Junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian, com 27 anos, foi encontrado afogado na piscina de sua casa.


Jimi Hendrix (27/11/1942 – 18/09/1970)

O que falar sobre Jimi Hendrix? Considerado por muitos, ainda hoje, como o maior guitarrista da história do Rock and Roll, e inegavelmente um dos mais influentes.

O garoto tímido de Seattle que foi carregado por uma onda de problemas familiares até o mundo da música e das drogas, conhecido por ser o primeiro guitarrista canhoto de destaque no cenário musical e por seus solos inconfundíveis.

Até que com os seus 27 anos foi encontrado morto na cama de um quarto de hotel na Inglaterra, após tomar uma série de pílulas de Vesperax (analgésico), e então tendo se asfixiado no seu próprio vômito (Wômito :B)


Janis Joplin (19/01/1943 – 04/10/1970)

“A rainha do Rock and Roll”, “A maior cantora de rock dos anos 60”, “A maior cantora de blues e soul da sua geração”. Essa foi Janis, que acabou fazendo lenda na história do rock, tanto pela sua música quanto pelas suas loucuras.

Morreu com seus 27 anos em 1970 com uma overdose heroína, regada a uma boa quantia de álcool. Foi cremada e suas cinzas espalhadas pelo Oceano Pacífico

Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.” J.J.


Jim Morrison (08/12/1943 – 03/07/1971)

Vocalista do “The Doors”, o que dispensa mais comentários sobre o mesmo, o tornou outra lenda do Rock.

Encontrado morto em uma banheira, em Paris. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, pois embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína, Pam fazia-o (morreu de overdose em 1973) e é sabido que nesse Verão correu Paris à procura de heroína de uma pureza invulgar. Outra hipótese seria um assassinato planejado pelas próprias autoridades do governo americano. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte.


Kurt Cobain (20/02/1967 – 05/04/1994)

Cobain, o retrato do Grunge e um dos maiores artistas da década de 90, assim como um dos maiores roqueiros da história. A sua história é tão complexa e influente que não cabe a mim descrever em um texto que não seja específico para Kurt, se nem livros como “Heavier Than Heaven”, que conta a sua biografia, foram suficientes para fazê-lo com precisão.

Falar sobre a sua morte também é um assunto complexo, sendo que ninguém sabe com certeza o que houve devido à multiplicidade de hipóteses de “pontas soltas” nas histórias. A história pura é de que ele teria se suicidado com uma espingarda em sua boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no seu sangue. O nível de heroína era tão alto que mesmo ele – famoso pela enorme quantidade que tomava – não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

Ainda de acordo com o livro Heavier Than Heaven, sua biografia, a irmã de Kurt afirma que, quando criança, ele dizia o quanto queria entrar para o clube dos 27.


Ainda resta saber se esse clube tem fim ou se ainda mais alguém está por morrer aos seus 27 anos, até que pontos são apenas coincidências e por que essas mortes são sempre envolvidas em tanto mistério em torno de uma vida desregrada e desafiadora.

Escrito por: Cleber Artner

Revisão Ortográfica: Ricardo Gonçalves

Leituras que embasaram:

http://www.omelete.com.br

http://www.wikipedia.org

http://www.planetadamusica.com



domingo, 17 de julho de 2011

Filosofia Alcoólica #1


Talvez esteja perdido no vácuo dos caminhos do tempo.

Ou até mesmo esquecido neste labirinto excêntrico, que chamamos de vida.

Tentando buscar a ordem, na insanidade dos seus pensamentos.

E encontrar a razão, em cada lagrima perdida.

Dessecar as emoções, ou até mesmo destilar cada sentimento.

Sustentar um sorriso forçado, pois o orgulho às vezes é maior que a tristeza.

E até construir uma mascara de frases e palavras perfeitas.

Às vezes torturado pela vergonha.

Segue amordaçado pelo medo.

Amaldiçoado por vários corações partidos.

Apenas palavras insanas de uma mente frustrada.

Ou sentimentos reprimidos de um coração orgulhoso.

Pois a minha ganância segue na direção oposta.

Faz-me pensar, que talvez somos híbridos entre anjos e demônios.

- Então, bebo mais um gole do meu whisky sem gelo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sagas, mundos alternativos e o fim de Harry Potter.


É impressionante a capacidade que algumas pessoas têm de criar universos, e ainda conseguir fazer com que aquele mundo paralelo se torne tão real a ponto de começar de certa forma a fazer parte das nossas vidas. Universos que surgem da ponta de uma caneta em cima de uma folha em branco, tomam proporções magníficas, e começam a entrar no mundo real, e a existir de verdade no imaginário de uma geração.

Existem alguns filmes que entram nessa classificação de novos mundos e universos imaginários e fantasiosos, como as sagas de Avatar, Anjos da Noite, Crepúsculo e X-Men, que são bem elaborados e levam o espectador a entrar efetivamente nos seus mundos por alguns instantes, considerando o gosto de cada um para cada obra. Porém, existem alguns que vão além de todos esses, que além de levar o espectador para os seus mundos, leva o seu mundo até o mundo do espectador, e hoje, que Harry Potter está no fim eu posso dizer mesmo sem ter assistido ao ultimo, esse foi o universo que mais entrou no mundo da geração cujo garoto vos fala.

Sem sombra de dúvida, na geração passada, o mundo que surgiu a partir de cérebros inquietos e equipes eficientes e fantásticas foi Star Wars. Ainda hoje, essa saga permanece viva nas mentes da humanidade, algo que começou na década de 80 e que ainda hoje se conhecem os bordões e os personagens. Pode-se dizer que se tornaram seres “semirreais”.

O Próximo Universo a surgir e fazer parte do nosso mundo foi o de Matrix, com uma ideia central ousada e inovadora, e efeitos especiais que se tornaram clássicos do cinema, Matrix nos fez entrar em um novo mundo em cada um dos três episódios da saga.

Nessa espécie de “lista” de universos que eu resolvi expor aqui, não posso esquecer-me das terras infinitas e fantásticas, além dos seres e exércitos mutantes de Senhor dos Anéis (o que veio a trazer consigo uma ‘alcateia’(rs) de Oscar), outra trilogia que trouxe um mundo que sempre fará parte dos nossos imaginários, talvez não com tanta força quanto Star Wars, mas com certeza, uma história que também tomou proporções materiais e não pode ser desconsiderada.

Agora, uma saga que na minha humilde opinião foi de certa forma jogada pelo ralo. Piratas do Caribe. Com certeza uma das melhores já feitas, um mundo fantasioso e bem elaborado que merece respaldo. Mas caiu diante da falta de “noção” de quem o fez, pra ser mais preciso, não souberam a hora de parar. E inventaram o quarto filme, uma verdadeira merda, cheia de clichês, com uma história sem sal, personagens nem um pouco cativantes e um roteiro de dar pena, enfim, desisto de falar de Piratas do Caribe por causa desse quarto e horrível filme.

Mas vou agora ao propósito inicial do texto. Harry Potter, a mais elaborada e fantástica história dos últimos tempos, a que realmente passou a fazer parte do mundo real, a história que cresceu com uma geração.

Lembro-me quando assisti ao primeiro filme, eu tinha a mesma idade que os personagens, e agora, no ultimo, vejam só, anos depois, ainda temos a mesma idade. Assim, o roteiro e o enredo do primeiro encaixavam-se com a minha imaginação e capacidade intelectual para acompanhar, e novamente vejam só, o fim ainda está de acordo comigo e com o que eu procuro ver em um filme do gênero. Enfim, acredito que esse seja um dos pontos mais fantásticos do filme, acompanhar a vida de uma geração.

O Casamento poligâmico de uma boa história, bom elenco, praticamente desconhecido no inicio, bom roteiro, boa direção de fotografia e arte e um banho de criatividade.

Quando eu estava na sétima série, quando colecionava figurinhas do Harry Potter, junto às do Dragon Ball, porra, eu tinha uns onze anos e aquele mundo já existia, e mesmo ficando adormecido por um tempo, ele voltava, como se o tempo por lá tivesse passado, assim como passou por aqui, e eu não colecionava mais figurinhas, assistia a jogos de futebol, enquanto eles jogavam quadribol, começava a ir às primeiras festinhas, e encontrar algumas garotas, e a saga ia me seguindo com as mesmas percepções. Com um pouco mais de magia e fantasia, mas ainda estava me seguindo. Bem, e agora, ela vai acabar.

Esse texto foi na realidade feito e deixado para que cada um associe as suas coisas com o filme, ou com qualquer outro, não vou mais falar dele, ou de qualquer outra coisa técnica ou fato relacionado a mim em relação a ele, vou deixar as minhas coisas comigo e deixar que cada um encontre as suas. Afinal, nada melhor que o próprio filme fazer a sua parte e terminar o seu trabalho. A mensagem buscada com o texto, está mais voltada para a forma como universos que surgem do “branco” entram nas vidas de milhares de pessoas, cada qual a sua maneira.

Sempre que eu termino um livro, eu penso que não deveria ter lido a ultima página. Porque, pra mim, a ultima página de um livro acaba com o futuro de um universo, mas quando eu paro pra pensar, vejo que a graça de tudo isso é o fato de ter deixado que um pedaço desse universo entrasse nas minhas memórias e ali ficasse, comigo para o resto do meu mundo real. E é assim que vai ser, agora, como sempre foi, e com cada um dos próximos milhões de universos que ainda estão por vir, tanto fantásticos, quanto os universos de outras pessoas que ainda vão cruzar pelo meu, enfim, até o próximo.



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