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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Só mais um pouco de Neblina



A consequência de vinho barato e músicas ultrapassadas de artistas que hoje não são lembrados, pois não fizeram parte da elite da elite da música; Tal como Beatles ou Rowling Stones. Também a consequência dessa vontade de utilizar algumas palavras diferentes, e me utilizar dessa forma de linguagem que me faz tão bem, por falar de tal maneira que se destaca no meu próprio interior e se inerte acima do que vocês leem. Isso é que me faz bem.

Portanto aconselho-me a continuar...

Andava, e meu corpo ultrapassava por entre a neblina, a noite começava a saltar por trás das gotículas geladas que borram o ar, enquanto a diferença que haveria no céu e na retina dos olhos não se sobressaía. Afinal nos dias de inverno e frio a ponto de esbranquiçar até mesmo o ar, as estrelas tiram momentos pra si, em algum lugar por entre suas próprias luzes, e assim deixam que os platônicos aqueçam suas almas apenas com lembranças, e o escuro não se torna tão escuro. Talvez o próprio dia não tenha se tornado tão claro ou o entardecer tenha sido mais confortante.

Cada passo parecia a gota de um oceano, e a cada suspiro sentia o frio abater minhas narinas enquanto o ar se misturava a neblina, dispersando sua forma mais concentrada por meio da imensidão de outros ares semelhantes. Maldito esse vento que a favor dos meus passos joga meu cabelo para frente, como mais alguém a seguir o caminho mais rápido que eu mesmo, aumentando a distancia e segurando as minhas lembranças por mais tempo.

A xícara de café já havia de ter congelado, e por que o meu coração continuava a bater?

E aquele som de mais um passo, ecoando em minha mente, acompanhado de um sorriso que surgia, como intruso em um sonho antes só meu. Lábios marcantes e doces, hipnotizantes, tão próximos da minha memória e tão distantes do meu paladar. Nesses momentos que começamos confundir realidade, memória e desejos, e nesses momentos vemos o quanto é difícil matar o que não se pode tocar, mas apenas sentir, e a que ponto esse aroma começa a ressurgir na minha mente. Levando-me para lugares nunca antes imaginados... Por entre os pedaços de um coração.

...Volto a enxergar por meus olhos, já abertos o tempo todo, mas escuros, perdidos nos fleches da minha memória. E o bichando me olhando pela janela, pelos pardos, casa musgo, telhado acentuado, sentado sobre uma almofada surrada por suas unhas e um confortante aconchego nos seus olhos.

- Queria voltar a ser como você, e não se importar por estar sozinho, e conseguir fazer com que o meu próprio calor aqueça-me, vamos, conte-me um segredo... Como posso voltar a ser assim? Não! Não saia, não me deixe aqui sozinho...

6 comentários:

  1. "Nesses momentos que começamos confundir realidade, memória e desejos, e nesses momentos vemos o quanto é difícil matar o que não se pode tocar, mas apenas sentir, e a que ponto esse aroma começa a ressurgir na minha mente. Levando-me para lugares nunca antes imaginados... Por entre os pedaços de um coração."

    Isso diz tudo... Conseguiu me fazer chorar, muito bom :)

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  2. conheci a pouco tempo o blog, poderia me dizer se essa história e continuação de outras, e são vocês que escrevem?

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  3. amo o blog, me respondo por favorrr

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  4. Olá .-.
    Bem, somos nós quem escrevemos sim (tirando raras músicas em algumas postagens) e esse "pedaço de história" é mais ou menos uma continuação de outro "pedaço de história" cujo link está acima da imagem na postagem, enfim, normalmente são só várias palavras perdidas umas entre as outras, existe uma história completa que começa aqui: http://womito.blogspot.com/2010/07/entrelacar-destinos-1.html
    Obrigado pelo comentário, e sinta-se sempre a vontade..
    Ah, Adri, obrigado .. e não volte a chorar :B .. abraços

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  5. Palavras soltas... duvido se vcs juntassem todas essas histórias daria um belo livro. Obrigada por me responder.

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  6. Concordo com o anônimo, daria um belo livro.

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