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Porque palavras não se falam... se Vomitam

sábado, 19 de março de 2011

Invisível e Incompreensível


Alguma coisa acontece, e eu não sei se encarar as paredes do labirinto vai se tornar solução, penso que talvez seja melhor fazer como todos, derrubar essas paredes com as mãos, e tentar seguir em qualquer linha. Andar calmamente pelos caminhos só me deixa mais perdido, e esses aromas de liberdade só me mostram o quanto é difícil encontrar uma saída, e faz a ideia de não haver saída ficar cada vez mais próxima.

Malditos sejam a razão, os instintos e o coração, que formam essas paredes, essas cores e criam um chão falso, mas sejam malditos mesmo quando me dão asas, e criam tetos segundos depois, pra me ver cair, e o que fazer com essas cores que voltam a minha linha de visão?

E o que eu vou fazer amanhã? E o que eu vou fazer hoje? E o que eu estou fazendo aqui agora? Que não derrubo algumas paredes e corro em linha reta um pouco...

Deixar a minha cabeça perdida nessas paredes não faz mais todo o sentido, e quando a razão se confunde com o medo eu paro e olho todos os lados, imagino além de todas aquelas imagens, mesmo sabendo que não passam de labirintos, onde todos estão perdidos. Ouvir as vozes de pessoas perdidas nas paredes ao lado, algumas paredes caindo, algumas pessoas caminhando, e eu só ouço esses sons, alguns me acompanham, tentando sair das suas próprias prisões, amigos.

E quando além de vozes, chegam aromas, as paredes da razão e coração se confundem, então descubro como é estar um pouco mais perdido. E tudo muda, e nada muda, olhos ofuscam, paredes caem, sons acalmam, toques arrepiam, e fechar os olhos já não é mais o suficiente. O que pensava ser impossível não o é exatamente, e o labirinto parece entorpecer com o aroma.

Há tantas saídas, e eu não as quero, tantos mundos e vidas, e penso tanto em cada segundo sem sentido dos quais eu quero mais. Falar já não é o bastante, pensar já não é o bastante, assim como agir ou tentar, tudo começa a se resumir a sentir. As explicações já não explicam a sua própria função, e chega a um ponto em que elas mesmas já não se fazem presentes, já não sei mais exatamente os meus valores, e porque as coisas têm outros gostos.

E o calor da minha própria pele já não será mais o bastante pra aquecer e me fazer fechar os olhos, então eu sei que cada vez que eu mudo um pouco, o mundo gira mais do que turbilhões de mudanças o faria. E agora, eu só quero sentir um gosto, desabar, ouvir sussurros, inalar calor, e exalar essência, e aproveitar o fato de ainda estar perdido. E essa é a minha parte do labirinto, queria vê-lo em seus olhos.

6 comentários:

  1. Não compreendi muito mas gostei das palavras.

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  2. Haha, td bem, vc não é a primeira que diz isso...
    e como eu disse, a intenção não era fazer alguém compreender...
    Compreendemos sentimentos?

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  3. Às vezes andar calmamente não nos traz a solução, não nos faz ver melhor o caminho pelo qual percorremos. Nem sempre queremos explicações, só queremos aniquilar da nossa história o que não nos deixa em paz por nenhum minuto. Ou queremos exatamente o contrário.
    O labirinto é você mesmo.

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  4. Senti falta de vir aqui e ler textos como esse.

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  5. as vezes é mais fácil não tentar se encontrar e seguir adiante sem nem saber aonde suas escolhas vão te levar, esquecer a razão e nunca perder o medo de voar.
    PS: gostei das palavras...

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