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Porque palavras não se falam... se Vomitam

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Muitas Pessoas, Poucas Pessoas

Cleber Artner – Diálogo Aberto #2

Bem, como gostaram do primeiro diálogo aberto, resolvi voltar com essa forma limpa e direta de conversar com as palavras, aliás, eu estou precisando disso um pouco.

Estou há um tempo sem passar por aqui, mas não significa que eu não escrevo mais, escrevi três textos, um sobre Aumento do salário dos parlamentares, um sobre a guerra no Rio e outro sobre algumas coisas sem sentido. Mas não postei, ah, e nem adianta vir no msn depois querer que eu mande, eu apaguei, e não me perguntem o porquê.

Ando em uma fase estranha (pra variar), passei por uma turbulência, eu estava tomando rumos de normalização, ou seja, perder essa minha personalidade que sempre achei que me machucaria no fim, mas acabei descobrindo que ser mais normal e menos complicado é uma merda. Comecei sorrir de mais sem que as pessoas merecessem meu sorriso, comecei conversar de mais, acabei criando uma necessidade de atenção que eu não tinha uma necessidade ao ponto de falar qualquer coisa com qualquer um só pra não ficar sozinho.

Acredito que esse foi meu maior mal, muitas pessoas começaram a se aproximar, não falo de você com quem eu converso porque gosto, mas de você que nunca me viu, falava mal por trás, e agora vem me cumprimentar com um abraço. Eu ainda não entendo como deixei isso começar a acontecer... Mas para por aqui!

Estou me recuperando, ontem passei um bom tempo vendo as estrelas como sempre gostei, comecei a ler um livro do Renato Russo, voltei a ouvir mais punk Rock, e a minha ironia começou a atingir as pessoas que eu não gosto novamente. Digo que essa fase meio neutra durou poucos dias, bem poucos, mas já me fez vir aqui falar sobre ela, bem, se você não gosta de mim, não se aproxime, ou vou voltar a mandar tomar no cu, e foda-se o que disserem.

Ah, outra coisa que eu preciso contar... Agora sou um monstro! Sabiam? É, andam falando por aí que eu como criancinhas no café da manhã, mato idosas, pico em pedacinhos e enterro no quintal e roubo doce da mão de meninos no parquinho. É, pra quem sabe dessas histórias que estão falando, é importante deixar claro que pra mim acreditem no que quiserem. Aliás, tem que ser muito otário pra acreditar em histórias de bêbados filhos da puta, que dão beijinho no rosto das garotas e depois as chama de vadia por trás (sei do que estou falando), e ainda querem vir inventar história... Ah, vai se ferrar.

Como diria meu amigo Leonardo Zibetti, “está falando? Quero ver provar!”.

Mas sabe o bom de tudo isso? Acho que nunca estive tão bem, no sentido de estar certo das coisas. Nunca estive tão convicto da minha forma de viver como neste momento, passando a fase de neutralidade, estar próximo de amigos de verdade, não ser deixado pra trás, e analisar tudo da forma como eu sempre gostei e como sempre me fascinou, acho que Liberdade Incondicional é uma expressão pertinente para isso, pode parecer contraditório. Mas nunca consegui ter tanta liberdade pra ser como eu gosto de ser, porque agora as pessoas atacam abertamente, e quem está do meu lado, está de verdade.

O texto ficou meio contraditório para quem não consegue interpretar com complexidade, mas tudo bem, é um diálogo aberto, e é pra mim, alguém lendo ou não, conversei comigo mesmo.

Ah, e um beijo para quem sempre está comentando nossos textos!

;*

5 comentários:

  1. Não sei se saber que você quis mudar foi decepcionante, ou encorajador. Mas o que me veio na cabeça enquanto lia, era se você mudou pelos outros, ou por si mesmo (?)
    Mudanças não são mais aceitas como antes.

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  2. Apenas descobri que o natural das pessoas é ser falso e superficial, e se vc não é forte o bastante pra ser diferente da sua forma, vc vai se tornando como o mundo... aos poucos.
    Eu não me tornarei.

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  3. é verdade, muitas vezes ficamos sozinhos se não conseguimos nos adaptar ao mundo da forma que ele exige, mas é melhor viver assim do que viver uma vida repleta de falsidade.

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  4. Suélen disse tudo que eu queria dizer só que em outras palavras...
    Enfim, gostei do post

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  5. Adoreeeiii, vc é assim...
    fascinante.Te admiro exatamente por isso,
    beijo!

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