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Porque palavras não se falam... se Vomitam

domingo, 31 de outubro de 2010

Futuro?


Falar com propriedade sobre o futuro seria no mínimo negligencia de qualquer pessoa racional que possa existir, futuro é algo que melhor se explica em músicas e poesias, e não em dissertações. Pois, como podemos definir o indefinível? Explicar o Inexplicável? Anteceder o inexistente? Pegar o não palpável? Ou mesmo viver o dia em que você nem ao menos sabe se vai estar vivo..

O Futuro é quase insolúvel em palavras, e mesmo que planejássemos, nunca, com certeza nunca, podemos tentar responde-lo, não existem cartomantes, videntes, magos, santos ou demônios que o decifrem diante de nós, o que poderíamos dizer nós que estamos como seus espectadores?

Planos, expectativas, ideias, e todo o tipo de sentimento desse gênero são validos, mas válidos apenas até o ponto em que um acontecimento venha a muda-los. A metamorfose do tempo é que faz com que o futuro seja algo ao mesmo tempo indecifrável, fascinante e tenebroso, características que nos fazem pensar, se realmente vale a pena pensar em um plano para o futuro sem nem mesmo termos a certeza da realidade desse futuro nas nossas vidas.

As melhores palavras para falar sobre o futuro são aquelas que não fazem sentido, palavras direcionadas sem expectativas sólidas, afinal, o futuro é sem sentido e totalmente insólito, seria até bonitinho escrever um texto falando sobre coisas que eu espero para o meu futuro, para o futuro do mundo, coisas boas que podem acontecer na minha vida e possíveis descobertas transformadoras, mas de que adianta isso se o nosso assunto é algo ainda inexistente. Como já disse um grande gênio que dispensa citações autorais “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há” e é assim que eu prefiro pensar no futuro, e cuidar do agora.

Por isso fiz um texto livre de regras dissertativas, o futuro não tem regras nem caminhos a seguir, ele é apenas um pensamento e suas decisões ainda estão ilegíveis, nos resta apenas esperar. Reticências.

Outubro de 2007

Então, esse texto eu encontrei hoje no meio de alguns papéis velhos, como podem perceber, era pra ser sobre o futuro, pra aula de português, enfim, está aí... Ah, só por curiosidade, Tirei 8. Acho que a professora não gosta muito de enroladores .-.

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