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Porque palavras não se falam... se Vomitam

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pessoas velhas?


Acabo de chegar em casa, e antes de qualquer coisa, abri o editor de texto e resolvi escrever sobre os quinze minutos que se antecederam, bom, pra ser mais preciso, sobre a minha vinda pra casa, eu andei durante cerca de quinze ou dezesseis minutos, e algo me chamara atenção.

Nesse caminho, passei por algumas pessoas, cidadãos comuns, jovens, crianças, adultos, todos isolados nos seus mundos, pensando nas suas vidas, em problemas, em amores, em trabalho, em nada. Mas eu recebi exatos quatro cumprimentos nesses poucos minutos, de quatro estranhos, quatro pessoas que eu nunca tinha visto quatro senhores idosos, com mais de 65 anos certamente.

O primeiro estava com uma camisa surrada, uma calça social azul escura, e um boné cujo logotipo impresso na frente não pude perceber, andava meio arcado, passou ao meu lado, fitou bem meu rosto e falou “Boa Tarde”, de forma firme e espontânea, e assim foi correspondido

O segundo estava com uma calça social e uma camisa azul por dentro, a camisa estava torta e uma ponta não tinha entrado totalmente na calça, este parecia muito mais velho, passados oitenta anos, olhou-me rapidamente e disse “Opa”, eu sorri e respondi da mesma forma, e ele entrou apressado na mercearia ao nosso lado.

O terceiro, cerca de cinco minutos depois, estava empurrando uma bicicleta Monark, com as costas arcadas, sorriu pra mim e deixou brilhar um dente de ouro no canto da boca, dizendo uma “Boa tarde” alegre, como se fossemos amigos de infância, eu sorri e respondi, e ele passou por mim animado, como se o dia estivesse maravilhoso para ele.

O quarto foi o que mais me chamou a atenção, este, com barba grisalha e bem grande, estatura baixa, um cabelo comprido, com um boné na ponta da cabeça, deixando aparecer o cabelo há dias sem lavar, carregava um saco nas costas com algumas coisas que não pude identificar, roupa suja e velha, ele era um mendigo, passou por mim, me olhou bem fixamente, e eu é que disse “Boa tarde” sorrindo, o homem abriu uma expressão impressionante, sorriu com a falta de uns dentes, mas de forma aberta e espontânea, e respondeu alegremente “Boa Tarde!”, e continuamos andando.

Ao lado o ultimo passava um garoto, uns 16 anos, bem vestido, camiseta branca e calça jeans, tênis de marca, e um cabelo bem tratado, talvez tivesse tudo para sorrir, mas assim como muitos outros passou sério, cara fechada, talvez ele fosse o dono do mundo e eu não sabia...

Enfim, eu sou o que vai sempre dizer “olá” para qualquer senhor na rua, senhores, muito mais jovens que muitos garotos de 16 anos por aí, esses senhores são muito melhores, e com certeza muito mais felizes, eles têm uma felicidade pura e imparcial. Prefiro ser um velho pobre e ma vestido de 80 anos, do que ser um Filho da puta. E você?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tirinha Pra Gente Grande #8

Até quando vamos deixar essa merda toda acontecer? Faça a sua parte, vote consciente!

Semana que vem tem a segunda parte do Cirquinho da Política :D

beijos amiguinhos
:*

domingo, 19 de setembro de 2010

Em Cada Detalhe


Dias únicos, momentos únicos... E não estou falando sobre o primeiro beijo, o casamento, o nascimento do filho, ou sobre o dia em que você conheceu o amor da sua vida,falo sobre coisas bem mais simples, e bem mais complexas, porque elas estão todos os dias comigo, todos os dias com você, e não as percebemos, a essência da felicidade realmente está em notar as coisas mais insignificantes, e rir disso, rir da vida, e deixar o seu coração se fazer presente em cada momento.

Hoje, saí para andar uns minutos, iria até a casa do Leonardo, já estava começando esfriar, o vento parcialmente presente, e na calçada, em cima da mureta que contornava a calçada de uma casa, havia um sanduíche, é, eu abri um sorriso sozinho, meio inusitado, dava pra ver, duas fatias de pão, queijo, e presunto, inteirinho, quem diria que um dia eu encontraria um sanduíche inteirinho em cima de uma calçada, quem seria o louco que faria um sanduíche e deixaria no chão em frente a casa toda fechada, não havia ninguém na rua, e lá estava o sanduíche imperceptível aos olhos apressados...

Aliás, apressadas e confusas pareciam as pessoas nesse domingo, no caminho, em cerca de vinte minutos, passei por dois carros, em lugares diferentes, dando sinal à esquerda, e nenhum deles entrou, os dois sumiram na reta dando sinal à esquerda, deveria ter algo muito legal a esquerda, em todas as esquerdas, de todos os carros...

Em uma casa, com um gramado enorme na frente, havia uma placa também grande na grade, CUIDADO COM O CÃO, seria só mais uma casa com uma placa, se lá não tivesse um cavalo pastando que me fez rir, bem atrás da placa pra dentro do pátio, parecia ter sido colocada naquele lugar de propósito, o contraste do branco da placa com o marrom avermelhado do cavalo ficou chamativo e inusitado, “Cuidado com o Cavalo?” foi o que me veio a cabeça...

Enfim, palavras inúteis? Contos inúteis? Essas coisas fazem parte da nossa vida, momentos inúteis, que tomaram alguns segundos dela, e eu prefiro usá-los na minha cabeça pra que me façam bem, mesmo sem fazer o menor sentido, é assim que levamos a vida, sorrindo e guardando coisas idiotas.

Ainda parece inútil? Pois bem, viva 80 anos, e guarde poucas horas na memória, sorria apenas alguns instantes, e morra, sem ter vivido a essência da vida... Hey, uma mariposa pousando no meu monitor *-*

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tirinha Pra Gente Grande #7


A tirinha é velha, eu sei, mas a idéia é muito boa então to postando aqui.
Não vou escrever muito, mais uma vez eu esqueci da tirinha e saí correndo pelo google desesperado atrás de algo pra postar. Ainda bem que eu tenho um talento pra achar tirinhas relevantes e em pouco tempo achei essa.
Só uma dica... Enquanto você está preocupado reclamando do Restart ter ganho 5 prêmios no VMB da MTV, o Tiririca está se elegendo. Acho que você está focando a sua revolta no lugar errado e pelo motivo errado. Preste atenção e tome a conta da porra do teu país!

beijos amigos

domingo, 12 de setembro de 2010

Diálogo Aberto §1


Cleber Artner..

Faz algum tempo que não escrevo, me preocupei em terminar a história e ponto, mas começo a sentir falta, então acho interessante conversar um pouco aqui, bom, eu não escrevo ultimamente, porque sempre fiz isso de madrugada, e agora não posso mais, a alguns dias eu mudei de emprego e tal, e estou meio perdido ainda, nas rotinas e no tempo, tenho que dormir mais cedo dias de semana, trabalho longe, a cabeça anda meio cheia de coisas, o que me salva é o ótimo café da empresa, o qual estou viciado. E nos finais de semana normalmente fico assistindo algo no PC, porque já faz um bom tempo que não saio mais também, digamos que estou em um processo de mudança, ou já mudei, pra variar, aliás, eu mudo o tempo todo e é por isso também que achei interessante escrever esse novo tipo de texto... O diálogo Aberto.

Enfim, perdi a vontade de sair em festas, ultimamente ando saindo nos finais de semana sozinho, pra andar, e ouvir música na rua, sentar em alguns lugares semi-desertos e ficar lá ouvindo música e esperando a chegada das estrelas, nova forma de vida e terapia, na verdade não tão nova, mas algo que já fez parte de mim e está de volta, esse tempo eu poderia estar escrevendo, mas sei lá, acho que prefiro as estrelas, elas estão com um brilho tão perfeito ultimamente.

As mudanças são tão interessantes, esse semana tive um dia horrível na faculdade, eu estava mal humorado, o professor começou a pegar no meu pé porque eu não puxo o saco dele como o resto da turma, não agüentava mais aquela aula, então no intervalo eu saí pra beber, um amigo convidou pra ir depois da aula, e eu propus de ir na hora, sem esperar ela acabar, mandei a aula pro espaço, e cheguei atrasado depois, mas foi bom, e eu nem bebo, haha, foi na verdade mais uma forma de sair pra conversar e escapar daquela aula previsível e chata que estava acabando com o meu psicológico.

Outra coisa interessante, é que nunca na história desse garoto, ele esteve com uma alto estima tão elevada, é uma rede de coisas muito grande, nem vou falar nada aqui, enfim, acredito que na média das vidas das pessoas, aquelas que são felizes são as que 65% das coisas dão certo nas suas vidas, esses últimos dias eu acredito que cheguei a 75%, essa coisa de exemplificar com números facilita pra vocês entenderem, e acredito que o segredo de tudo isso, é que na medida que a vida vai me ajudando, eu vou ajudando ela, utilizando as coisas boas pra fazer sombra nas ruins, e me fazer sentir tão bem, é quase como a história do “segredo” (pra quem já assistiu) as coisas vão melhorando, e a auto estima aumentando, assim as coisas vão melhorando ainda mais, ou as que estão ruins já não fazem mais diferença, esquecer o que está ruim e transformar o eu no gestor da emoção, como diria Augusto Cury.

Assim por estar meio bem, eu fico meio sem assunto pra escrever aqui, estou planejando outra história, depois de ED, uma maior, e com menos romance talvez, enfim, vou também manter esse diálogo aqui, acho legal conversar com o teclado, e depois alguém ler, tudo bem, talvez eu seja parcialmente insano, ah, e pra terminar isso aqui, outra coisa que está me fazendo muito bem nesses últimos tempos...

Estou usando muito mais o foda-se dentro de mim mesmo, me preocupando mais com as minhas músicas na rua, do que com o Nick do MSN de alguém, ou com a garota que passa ao outro lado da rua, me preocupando mais com meus filmes do que com a festa que alguém foi, ou as pessoas que conheceram, foda-se, estou bem comigo mesmo, e isso é incrível.

Beijos ;*

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tirinha Pra Gente Grande #6

Olá meus caros amigos, cá estou mais uma vez, para trazer-lhes uma tirinha adivinhem sobre o que? Política! -rs



"Democracia (grego demokratía, -as, governo do povo) s. f. Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente."

"HAHAHA! Conta uma de Português agora :D"

não lembro da onde peguei a tirinha, foda-se :*
até a próxima pessoal

sábado, 4 de setembro de 2010

Entrelaçar Destinos... Final


...Talvez as pessoas devessem nascer todas com pedras no peito, e naquele dia aprendi que quem ainda tem coração acaba o transformando em pedra também, chegando no quiosque, lá estavam algumas pessoas, com a música mais baixa, um cheiro mais forte de cigarro, perdi a garota ruiva de vista, mas o local não era grande, e percorri com o olho, quando me viro para um canto, lá estava o cara que tentou arrumar confusão comigo mais cedo, sentado em um sofá, era azul claro com riscas de grafite, não tinha braços ele estava com um copo de cerveja na mão, a outra passava nas costas da garota que estava no seu colo, ela entrelaçava sua cintura com as pernas, estava de costas para a porta aonde eu havia entrado, e beijava o pescoço do rapaz incessantemente , enquanto ele bebia cerveja e arranhava suas costas, ao lado do sofá havia um sutiã no chão, a calça da mulher deveria estar aberta na frente, pois atrás ela estava meio abaixada e dava pra ver a renda vermelha, não dava pra ver seu rosto, o cabelo preto e liso o encobria enquanto ela o beijava.


Foi então que ele levantou sua blusa com a mão e eu pude ver, uma tatuagem, uma maçã azul, assim, minha mente apagou, entrei em outro mundo, o mundo das memórias, e me voltou um diálogo...

- Uma maçã? Você sabe que não devemos confiar em alguém que tatua uma maçã nas costas, símbolo do pecado e do desejo, não posso confiar em você!haha.

- Haha, não se preocupa amor, ela é azul, significa também sabedoria, vou usar para escolher alguém pra amar.

- Eu já encontrei *-*

Não senti mais as mãos, o copo caiu ao chão, e eu falei seu nome, nem consigo saber se eu falei ou gritei, se tinha tristeza ou raiva na voz, se sabia o que estava falando, ou se estava só tendo alucinações... Então, ela parece ter ouvido, afastou a cabeça do pescoço do rapaz, jogou o lado esquerdo do cabelo pra trás com dois dedos, e virou para o mesmo lado até o seu rosto alcançar minha visão...


E sabe tudo aquilo que falam sobre perder o chão? Então, é exatamente daquela forma, parece que todas as horas que você passa na sua vida ficam pequenas perto daquele minuto, e todas as coisas que você já viveu se resumem aquilo, poucos segundos em que tudo vira um caos, é uma mistura tão grande de sentimentos que chegam a deixar tonto e desorientado, a sua mente e o seu coração criam sentimentos que você nunca havia imaginado antes, em um minuto, o maior amor da sua vida se transforma no carrasco do seu coração, e você descobre que o coração realmente dói, como se fosse apertado, até que não tivesse mais como suportar, e você sente vontade de cuspi-lo, para se livrar daquela dor.


Era ela, a única garota que eu tinha amado, pra quem eu havia entregado os meus sentimentos, a minha garota perfeita, a minha vida... Era ela, sentada no colo de outro cara, daquela forma, havia inventado desculpas pra eu não ir a festa, e agora estava ali, com outro, a minha namorada, eu havia escolhido ela para dar todos os sentimento que eu guardei durante uma vida, por não confiar em mais ninguém, com quem eu pretendia passar todos os dias da minha vida, compartilhar todas as alegrias, a pessoa que eu queria ao meu lado toda manhã ao acordar, com quem eu seria feliz, e agora ela estava ali.


Eu nem percebi mais que estava em uma festa, pra mim a música ficou muda, as pessoas paradas, e invisíveis, os aromas secos e eu só via seu rosto, com uma maquiagem pesada, a mesma que eu gostava, ali, com ele, sentada no seu colo, ao olhar pra mim ela se assustou, levantou e se virou pra mim, e sua calça realmente estava aberta na frente, ele ainda sentado colocou a mão na sua perna direita quando ela ficou em pé, e ela só baixou a cabeça...


Bom, se vocês esperam algo de mais extraordinário, sinto muito, eu apenas me virei, guardei o coração no bolso, e com a sensação de morte sentimental fui saindo, como se não estivesse mais ali, como se fosse tudo um sonho, e eu estivesse indo procurar o primeiro penhasco pra me jogar, peguei o carro, e fui pra casa, meus amigos ficariam lá dormindo em um hotel, o caminho pra casa foi o mais longo da minha vida, as ruas eram mais escuras, o som desligado, a neblina acinzentada, as lágrimas mais doídas e a cama foi a mais gelada, ainda me sinto mal por não conseguir expressar tudo o que eu senti. Aquela dor foi remoendo meu coração por dias, triturando aos poucos, a cada minuto que eu lembrava do seu rosto, ou seja, todos os minutos de todos os dias das semanas seguintes.


Aliás os dias foram passando, e eu descobri que eles eram namorados, e eu era o outro, na verdade, eu era o brinquedo, me senti tão mal, além do coração partido, ainda tinha sido um idiota, eu fui um idiota o tempo todo, e todas as palavras românticas, e os sentimentos sinceros ela estava rindo por trás. Ela, nunca mais me ligou, ou me procurou, felizmente nunca mais a vi, e talvez por isso não foi pior, por isso não tenho mais o que falar aqui as lembranças eu guardei como se fossem histórias de um livro que eu li, e nada mais, e como se eu nunca tivesse sentido seu cheiro ou tocado sua pele, bom, eu estou vivo, e já é o bastante pra mim. Desculpem o fim sem emoção, mas é que já não tenho mais lágrimas, elas congelaram... Assim como o meu coração...


@womito

@CleberArtner

Comunidade

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