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Porque palavras não se falam... se Vomitam

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Algum Lugar


Sabe aquele típico filme americano, aonde alguns jovens se juntam, pegam um carro, e atravessam o Texas para ir a um Show?... Duvido q você nunca tenha assistido a um desses, talvez não se lembre, mas com certeza já viu.


Então, hoje vou quebrar um pouco o clima polêmico, e vou ser sutil, hoje sem agulhas ou farpas, nem mesmo veneno, só pra constar, um sentimento que eu acredito já ter sido compartilhado por muitos aqui, devemos Wômitar angústias também.


No azul do céu sujo, voltamos à imagem a uma travessia em algum Texas com alguns amigos, em um carro barulhento, com aquele toca fita velho, tocando ACDC, e a garota ao lado cantando junto, com uma voz desafinada, enquanto todos bebem e andam sem cinto de segurança, como se a vida nunca fosse acabar em um carro.


Cara, hoje era tudo o que eu mais queria, juntar uns grandes amigos, e embarcar nesse carro, pegar aquela estrada que nem é bem uma estrada, toda cheia de pó, quase sem buracos, mas totalmente irregular, com alguns animais mortos tendo que ser desviados, e aquele céu como se não conhecesse chuva, típico cenário pré-morte por esquartejamento, mas nenhuma preocupação com o vidro lateral trincado, muito menos com a falta da luz de ré. Ainda imagino a parada naquele posto de gasolina macabro, sem banheiro, e com cheiro de carne estragada, ainda encontro um chocolate pra comprar... Mas quando entro no carro e abro, aquele negócio derretido e esmagado me da nojo, e a música continua no carro, aquelas ruas empoeiradas que nunca tem esquinas, nem casas por perto, água é raridade, relógios são inúteis, semanas não tem dias, e meses não existem, pessoas não gostam de se comunicar, além de ser raramente vistas, sentadas em pequenos casebres como se dormissem com a morte ao seu lado, mas olhos entreabertos, uma impressão que as coisas vão derretendo e parece que o sol nunca desce, como se o dia engolisse os sons, e o silencio caísse sobre a música e o motor do carro, aquela bebida ruim, mas tão perfeita, algumas histórias velhas e sem graça rolando de um lado pra outro, e alguns corvos sobrevoando o céu, todo tão cheio de nada...


Hey!


É isso!.. Toda essa baboseira linda é uma solução na minha mente.


Ir para tudo isso, todo esse nada. É o q faz falta, um pouco de nada nesse monte de merdas que vivemos, com regras, com horas, com datas, pessoas, coisas pra serem feitas, coisas pra aprender, pessoas pra agradar, histórias pra contar, não poder fazer careta quando batemos o dedinho do pé, se preocupar em não desafinar, não tropeçar, não se sujar, nem sentar no chão, ou falar palavrão quando uma música podre surge no radio, não tomar banho de chuva, nem ficar muito no sol, ou andar desmangolado, ou com a roupa rasgada, fazer de conta que todo mundo é importante, e decorar as músicas que todos precisam saber, aceitar desculpas, fazer amizades com quem estiver disposto, regras, imagem, regras, imagem, regras, imagem, imagem, regras, regras, imagem... Isso fede.


Vamos ir para o Texas de nossas mentes, com as pessoas que gostamos, e ficar bêbados nos nossos sonhos, pq amanhã é outro dia, e estaremos sendo vigiados quando acordarmos...


Afinal, no filme, o bandido deformado sempre acaba matando todo mundo mesmo.


Um comentário:

  1. kara, li seu texto duas vezes e até agora não entendi o que Vc quis dizer, isso não é uma critica , pelo contrário esse teu texto é mt fd.
    Acho que na verdade tbm preciso ir pra algum lugar rs , todos precisamos um dia... entrar num carro e atravessar estradas, com as pessoas que amamos .

    Bjinhus

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